Damasco - A Síria realiza eleições locais, mesmo com contínuos confrontos violentos entre forças de segurança do regime de Bashar Assad e manifestantes opositores que pede uma transição política. As autoridades afirmam que o pleito será mais livre que nos anos anteriores, mas a oposição organiza um boicote.
Com a incessante pressão interna e a violência nas ruas, a expectativa é de que o comparecimento da população às urnas seja muito baixo. A Síria se recusou a permitir a presença de observadores internacionais para a realização das eleições.
No domingo, mais confrontos foram vistos pelas ruas do país, aumentando a preocupação dos moradores especialmente de áreas que concentram a oposição, como a cidade de Homs. Anteontem, centenas de soldados desertores no sul da Síria entraram em combate contra forças leais a Assad em um dos maiores confrontos armados em nove meses de revoltas contra o regime, e uma greve fechou o comércio em um sinal da desobediência civil, segundo ativistas.
De acordo com a emissora de TV Al Jazeera, com sede no Qatar, ao menos 26 pessoas foram mortas pelas tropas do regime, incluindo uma mulher e quatro crianças. Citando ativistas, a versão on-line da rede diz que nove deles foram mortos em Homs, seis em Hama, três em Deraa, dois em Idlib e mais dois perto de Damasco.
Dados mais recentes apresentados pela ONU estimam que ao menos 4.000 pessoas já morreram nos nove meses de protesto graças às ações repressivas do regime, incluindo 307 crianças.
Assad e membros de seu gabinete, porém, dizem que estão combatente grupos armados terroristas incentivados por influência estrangeira.