Moradores que viviam fora da zona de exclusão de Fukushima provavelmente foram expostos a radiação durante os quatro meses após a destruição da usina nuclear pelo terremoto e tsunami de 11 de março no Japão, disse nesta terça-feira (13) o governo local.
A exposição dos moradores a 19 milisieverts está pouco abaixo do limite anual estabelecido pela agência internacional de segurança nuclear, afirmaram as autoridades.
A maior exposição ocorreu na cidade de Iitate, onde as autoridades deram mais tempo aos moradores para deixar a região, localizada 4
quilômetros a noroeste da usina e fora da zona de retirada de 2
quilômetros imposta pelo governo.
O desastre de março desativou os sistemas de resfriamento dos reatores na usina de Fukushima Daiichi, da operadora Tokyo Electric Power Co, localizada 24
quilômetros a nordeste da capital, provocando vazamento de radiação que se espalhou para grande parte do norte e leste do Japão e contaminou vegetais, chá, leite, frutos do mar e água nessas regiões.
Autoridades japonesas enfrentaram duras críticas pela demora em retirar os moradores de perto da usina. A maioria dos moradores deixou a área de exclusão alguns dias após o desastre.
A Comissão Internacional para a Proteção Radiológica recomenda que a exposição seja mantida abaixo de 2
milisieverts por ano após a fase emergencial de um incidente.