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Chegou o dia


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Fábio Rubinato/AE

Neymar e Ganso, as duas principais apostas do Peixe

para conquistar o tri, chegam em momentos opostos ao Mundial

Chegou o dia que o Santos espera desde 22 de junho, quando ganhou o tricampeonato da Libertadores depois de 48 anos da segunda conquista. O jogo contra o Kashiwa Reysol, a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Toyota, no Japão, representa não só a estreia no Mundial de Clubes da Fifa, mas um obstáculo a ser transposto para, então, chegar ao momento mais esperado do ano: a final de domingo na cidade de Yokohama, que só não será contra o Barcelona se o time espanhol resolver arrumar as malas e voltar para casa antes de enfrentar o Al-Sadd, do Catar.

É hora de esquecer os percalços da preparação - lesões de Léo, Elano e Adriano (este último nem pôde ser inscrito no Mundial) -, a agitação causada pela entrevista dada por Paulo Henrique Ganso no fim de semana confirmando que vendeu 10% de seus direitos econômicos para a DIS, o frio cortante que faz no Estádio Toyota e os comentários sobre a bola que será usada na partida. Quando o árbitro italiano Nicola Rizzoli apitar o início do jogo, a tradição da camisa branca e a superioridade técnica dos santistas terão de se impor ao entusiasmo da equipe japonesa.

Depois de cinco dias de treino no Japão (os três últimos bem leves), os jogadores do Santos estão ansiosos para entrar em campo. Sabem da importância do jogo de estreia no Mundial e da responsabilidade que carregam. Uma derrota nesta quarta-feira será uma grande marca de fracasso em suas carreiras, ao passo que a vitória tirará um peso considerável de suas costas e os colocará na condição de azarões numa eventual final contra o Barcelona.

“O Barcelona tem o melhor time do mundo e a Liga dos Campeões é melhor do que a Libertadores, por isso é justo dizer que é o maior favorito aqui”, afirmou o técnico Muricy Ramalho. Nos últimos dias, ele reduziu bastante a carga de treinos com medo de algum titular se machucar. Se o que aconteceu com o atacante reserva Diogo (praticamente fora do Mundial por causa de dores musculares) tivesse ocorrido com uma das estrelas do time, o treinador estaria muito preocupado.

Depois de ver a vitória do Barcelona sobre o Real Madrid, no último sábado, em pleno Estádio Santiago Bernabéu, pelo Campeonato Espanhol, Muricy destacou a quantidade de opções à disposição de Guardiola no Barcelona - um exemplo disso foi o atacante espanhol David Villa, o artilheiro da última Copa do Mundo, que só entrou em campo no segundo tempo - e admitiu que as chances da equipe do Santos no Mundial cairiam muito se perdesse um jogador importante.

Muricy confirmou a escalação do zagueiro Durval na lateral-esquerda, no lugar do veterano Léo, deixando Bruno Rodrigo como companheiro de zaga de Edu Dracena. E também definiu a presença do meia Elano no meio-de-campo, apesar dos problemas físicos que ele enfrentou recentemente. “A experiência conta muito numa competição internacional. O Elano não está 100% fisicamente porque só fez dois jogos depois que se recuperou da lesão, mas pelo que vi nos treinos está pronto para nos ajudar bastante”, explicou o treinador.

Os principais trunfos do Santos para conseguir a vitória nesta quarta-feira são os dribles de Neymar, o oportunismo de Borges e a visão de jogo de Ganso. E as circunstâncias criaram mais um: o jogo aéreo. O jogador mais alto do elenco do Kashiwa Reysol é o lateral-direito Sakai, com 1,83m. O goleiro Sugeno, por exemplo, tem apenas 1,79m. Por baixo ou por cima, com velocidade quando possível ou cadenciando o jogo para sossegar os elétricos japoneses, o Santos vai partir para cima do rival na semifinal do Mundial.

 

Bauruense fala em superar torcida japonesa no estádio

Em contato por e-mail com o JC, ontem, às 20h30 (8h30 no horário do Japão), o bauruense Marcos Vilela, santista fanático que foi à Terra do Sol Nascente para acompanhar a luta do Santos na busca do tricampeonato mundial, relatou que sua expectativa só aumentava para a partida semifinal de hoje.

“O momento está chegando e a expectativa é muito grande. Esperamos superar a torcida japonesa no estádio. O Japão é um país maravilhoso e tudo aqui é muito organizado. Ontem, passamos o dia conhecendo Tóquio e, no centro, a cada esquina encontramos vários santistas”, ressaltou Vilela.

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