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?Como diz Dilma, nós podemos?, argumenta ex-presidente do Chile


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Brasília - Em discurso na 3.ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres ontem, a ex-presidente do Chile e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, disse que retomava palavras da presidente Dilma Rousseff para afirmar a nova posição alcançada pelas mulheres.

“Tomando emprestadas as palavras da presidenta Dilma, tenho certeza de que este será o século das mulheres”, disse Bachelet no fim do discurso.

Antes disso a ex-presidente relembrou a atuação política das duas no passado para dizer que “naquela época a presença de mulheres em altos cargos era um sonho. Hoje como diz a presidenta Dilma, nós podemos”.

Muito simpática, Bachelet foi aplaudida várias vezes pelas delegadas da conferência. Uma das vezes em que arrancou palmas da plateia foi quando, ao citar a necessidade de mobilização contra a violência, disse que era necessário mudar o estereótipo da mulher no mundo. “Somos mais que um rostinho bonito e um belo corpo.”

Bachelet citou a necessidade de ampliar a participação de mulheres nos acordos de paz no mundo, em postos de decisão e na discussão sobre meio ambiente.

Elogiou a política brasileira de reduzir a pobreza - uma “lição ao mundo” - e de ampliar a participação de mulheres em postos-chave.

“Em escala mundial, as mulheres só ocupam 6% dos ministérios do Meio Ambiente, isso ocorre no Brasil. Nos últimos anos, (as mulheres) têm estado à frente, por isso, parabéns.”

Um elogio particular foi feito à lei brasileira contra a violência doméstica, a Lei Maria da Penha, “talvez o melhor exemplo de legislação no mundo”, nas palavras da chilena.

Bachelet pediu ousadia às delegadas ao votarem as diretrizes da conferência para a elaboração de políticas públicas.

“Não duvidem, pensem em sua responsabilidade, nas mulheres que representam, nas enormes desigualdades que precisam ser superadas”, disse.

Itens polêmicos permeiam essa pauta de discussão da conferência, como a descriminalização do aborto e as cotas para mulheres nos cargos altos de partidos.

 

Lula

O evento terminou com uma cantoria do plenário em homenagem ao ex-presidente Lula. A ministra Iriny Lopes (Mulheres) retomou o tema da violência contra a mulher, tratado por Bachelet em seu discurso, e disse que 150 mil homens haviam assinado um abaixo-assinado contra essa prática, sendo um deles o ex-presidente Lula.

“Ele vai vencer mais esse desafio”, disse Iriny. O famoso “olê, olê, olê, olá, Lulá, Lulá” se seguiu.

 

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