Que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) vai destinar bem mais de R$ 10 milhões para programa de infraestrutura em 2012, com ênfase para a visibilidade em pavimentação, já é sabido. Mas ontem, em entrevista na TV Câmara, o chefe do Executivo local contou que uma das novidades na lista de ações do governo a partir do seu último ano de mandato será o combate ao crack. Além disso, Agostinho mencionou que a administração terá ações em várias frentes na área de mobilidade urbana.
No caso do crack, a implementação de programa específico em Bauru combina com a avaliação do governo federal na mesma área. Durante a inauguração da UPA Bela Vista, no final de novembro passado, o ministro da Saúde Alexandre Padilha reforçou, na presença de Rodrigo, que o crack é o problema social que mais preocupa o governo federal neste segmento. Alguns dias depois, Padilha anunciou ao País a criação de programa específica, com destinação de R$ 4 bilhões para o combate e recuperação de jovens que usam a droga, classificando que o Brasil vive "uma epidemia de crack".
Ontem, Agostinho anunciou que Bauru vai entrar na rota de combate na mesma área. "É muito preocupante a forma como o crack se alastrou pela periferia e como isso está destruindo a juventude. Temos de pensar urgente em um programa só para esta área e é a minha preocupação para o próximo ano. Ainda não sei como, mas Bauru tem de pensar rápido em uma ação conjunta e dirigida para quem é usuário do crack e eu vou concentrar esforço nisso para 2012", cita o prefeito.
Outra ação dirigida informada por Agostinho é o plano de mobilidade urbana, este sim já em discussão com diferentes segmentos. "A Emdurb está pilotando a discussão com reuniões abertas, em audiências públicas, sobre a política da mobilidade urbana. Algumas cidades contrataram esses planos mas aqui a Emdurb está fazendo a discussão para termos um plano de ação em várias frentes", conta.
O prefeito disse que a mobilidade vai envolver diferentes ações e secretarias. "Não é uma questão que se trate só por uma ação ou segmento. Temos ações para o transporte coletivo, onde precisamos urgente estabelecer programas que combatam a fuga de passageiros. Começamos com ampliação de descontos para usuários em alguns horários, mas é preciso ampliar essa questão. Bauru despeja milhares de carros todos os anos nas ruas e está ficando insustentável. O plano de mobilidade está pensando nisso, como minimizar, como melhorar essa situação", aborda.
Rodrigo reconhece que o aumento da frota acontece em velocidade superior aos investimentos. "A opção pelo carro como meio de transporte é muito mais rápida do que a capacidade da prefeitura de instalar mais opções de deslocamento. A cidade não vai conseguir construir várias avenidas de uma hora pra outra, mas precisa minimizar os problemas no trânsito. Nós decidimos por exemplo contratar o projeto executivo, o detalhado, para três novas avenidas, mesmo sabendo que elas não saem neste governo. Mas é preciso ter esses projetos prontos para as oportunidades de recursos serem buscadas", finaliza.