Internacional

Desafiador, Carlos, o Chacal, é condenado à prisão perpétua

Da Redação JCnet
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O militante marxista Carlos, o Chacal, foi sentenciado à prisão perpétua por um tribunal especial francês por uma série de atentados a bomba que matou 11 pessoas no começo da década de 1980.

             

O venezuelano, de 62 anos, cujo nome real é Ilich Ramírez Sánchez, está preso na França desde 1994, cumprindo pena de prisão perpétua por um caso separado relacionado à morte de dois policiais e um informante em Paris, em 1975.

             

Ao sentenciar Ramírez a uma nova pena de prisão perpétua, o tribunal especial francês para terrorismo, composto por sete magistrados, afirmou que ele deverá servir um mínimo de 18 anos de prisão. O veredicto pode adiar a data em que ele pode solicitar a liberdade condicional, atualmente definida para 2012.

             

Descrevendo-se como um "mártir vivo", o militante defendeu sua inocência, aproveitando os holofotes no último dia do seu julgamento.

             

Morrer na prisão, disse ele a certa altura do julgamento, "é o papel de um revolucionário". "Estou numa prisão ... condenado em um caso pré-decidido", disse ele à corte, elevando a voz. "Sou um mártir vivo."

           

Durante a Guerra Fria, ele recebia apoio do bloco soviético e de países do Oriente Médio, realizando atentados em toda a Europa durante mais de duas décadas, até ser capturado em 1994 no Sudão.


Ele negou envolvimento específico em quatro explosões ocorridas em 1982 e 83 numa rua de Paris, em dois trens e numa estação ferroviária de Marselha. Os promotores dizem que ele cometeu os atentados por vingança pela prisão de dois membros da sua quadrilha, inclusive a sua amante.

            

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