Formosa - A enfermeira Camila de Moura, 22 anos, foi filmada agredindo um cão da raça yorkshire e despertou a ira de internautas. As imagens foram publicadas nas redes sociais anteontem e ela chegou a ser ameaçada de morte na rede.
A mulher, que é de classe média, teve os dados pessoais, foto e até os telefones divulgados na Internet. As agressões aconteceram em novembro, em Formosa (GO), mas o vídeo só foi divulgado agora. A polícia afirma que o cão morreu e que foi aberta uma investigação por suspeita de maus-tratos.
Devido à repercussão, a polícia orientou Camila a evitar sair em público. Ontem, os telefones dela estavam desligados. O vídeo de cerca de três minutos mostra duas sequências diferentes de agressões ao cão.
O cachorro é espancando e arremessado diversas vezes - em uma delas aos pés de uma criança que assistia à cena. As imagens não mostram a morte do animal.
A polícia recebeu uma denúncia de maus-tratos em novembro e abriu um inquérito. A mulher compareceu à delegacia na semana passada e foi ouvida informalmente.
Segundo o delegado Carlos Firmino Dantas, ela disse que estava estressada e o que o cão “dava trabalho”. A reportagem não conseguiu localizá-la.
Além de maus-tratos, a enfermeira também pode responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, por submeter ao constrangimento a criança que assistiu às agressões.
Segundo Augusto Marcacini, presidente da Comissão da Sociedade Digital da OAB, pessoas que “exagerarem” nas ofensas podem responder por incitação à violência. Ele afirma, no entanto, que é difícil diferenciar uma ameaça verdadeira de uma bravata feita pela Internet.