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Marília: acusado de chefiar 'mensalinho' sai da cadeia


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Chico Neto/Jornal Comarca de Garça

Grancieri deixou a prisão no começo da notie desta segunda-feira (19)

O ex-chefe de gabinete e ex-secretário da Fazenda de Marília (100 quilômetros de Bauru), Nelson Virgílio Grancieri, conseguiu na noite desta segunda-feira (19) um habeas corpus para sair da prisão. A decisão é da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Ele teve a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Marília no último dia 9, a pedido do Ministério Público, acusado de chefiar o “mensalinho”, um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 2 milhões e repassou propina a assessores e até jornalistas.

O pedido de detenção teve como fundamento a denúncia já oferecida à Justiça imputando ao investigado crimes de concussão e coação a testemunhas.

Afastado dos dois cargos que acumulava na administração do prefeito Mário Bulgarelli (PDT) desde outubro, por força de liminar em ação civil pública movida pelo MP, Grancieri foi preso em sua residência e transferido para a Cadeia Pública de Garça.

Perícia realizada nos materiais apreendidos na residência de Grancieri revelou evidências de que, durante a sua gestão como chefe de Gabinete e, mesmo depois de afastado do cargo, ele gerenciava um esquema de pagamento de valores incompatível com suas rendas a diversos.

 

 

Liminar bloqueia bens do prefeito de Marília

Também nesta segunda-feira, uma liminar concedida pela juíza Daniele Mendes de Melo, da 3ª Vara Cível de Marília, decretou a indisponibilidade de bens do prefeito daquele município, Mário Bulgarelli, do ex-prefeito Abelardo Guimarães Camarinha, dos secretários municipais Nelson Virigili Grancieri (Fazenda) e Carlos Umberto Garrossino (Administração) e da assessora parlamentar Marildes Lavigni da Silva Miosi, da SP Alimentação e Serviços, de Eloizo Gomes Afonso Durães, de Antonio Santos Sarahan, de Olésio Magno de Carvalho e de Silvio Marques.

A liminar ainda suspendeu o contrato firmado entre a prefeitura de Marília e a empresa SP Alimentação para fornecimento da merenda escolar no município. A decisão judicial é resultado da ação por ato de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público após investigações realizadas diversas cidades do Estado e em outras unidades da federação para apurar ilegalidades na licitação, contratação de empresas e execução de contratos referentes ao fornecimento de alimentos ou de merenda escolar, no esquema que ficou conhecido como “Máfia da Merenda”.

Leia mais na edição desta terça-feira (20) do Jornal da Cidade.

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