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Corpo do carnavalesco Joãosinho Trinta é sepultado no Maranhão


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São Luís - Cerca de 1.500 pessoas acompanharam ontem o sepultamento do carnavalesco Joãosinho Trinta, em São Luís. O caixão saiu do Museu Histórico e Artístico do Maranhão, no centro da capital maranhenses, onde o corpo foi velado desde sábado, dia 17, e seguiu em um carro do Corpo de Bombeiros, seguido por um cortejo de fãs e pelas baterias da escola de samba Turma do Quinto e do Bloco Fuzileiros da Fuzarca.

O corpo de Joãosinho foi enterrado ao som do samba da escola por volta das 12h (horário de Brasília). Dentro do cemitério, uma multidão cantou o samba-enredo da Beija-Flor para o carnaval de 2012, que será sobre os 400 anos de São Luís. Neguinho da Beija-Flor, intérprete da escola, que acompanhou o enterro, puxou o samba enredo.

Ele afirmou dever tudo de sua trajetória artística a Joãosinho Trinta. “Ele foi meu criador. O carnaval perde, com certeza, o seu maior representante. Ele é um gênio e não tem explicação. Ele criou essa beleza toda do Carnaval. O Carnaval não tinha essa dimensão que tem hoje. Ele é hoje grandioso graças ao Joãosinho Trinta. O Brasil está solidário com o nosso luto, com a tristeza do mundo do samba por esta perda”, declarou, emocionado.

Pinah, ex-passista e destaque da Beija-Flor - que junto com o sambista e o casal de mestre-sala e porta bandeira, Selminha Sorriso e Cláudio, representaram a Beija Flor no funeral - disse que também tem o carnavalesco como um mentor. “Em todos os enredos dele, nos 17 anos que estivemos juntos na Beija-Flor, eu sempre fui destaque. Aprendi tudo com ele, até a costurar. Vai ficar um vazio”.

O caixão com o corpo do carnavalesco foi levado até a capela do Cemitério do Gavião por cadetes do Corpo de Bombeiros e da PM, onde foi celebrado um ato religioso com as últimas homenagens ao carnavalesco. O padre Haroldo Passos Cordeiro, que celebrou a despedida, falou sobre a importância do artista que nasceu no Maranhão, mas que fez carreira no Rio. “Nós não perdemos Joãosinho Trinta, porque sua obra vive. A cultura maranhense não se perdeu”, afirmou.

 

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