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Investimento estrangeiro deverá cair

Folhapress
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Brasília - O Banco Central prevê uma deterioração nas contas externas brasileiras em 2012, com a redução de investimentos estrangeiros e um aumento no deficit das transações brasileiras com outros países.

Com o agravamento da crise e o aumento da aversão ao risco de investidores, a estimativa é que o ingresso de recursos do exterior para o setor produtivo brasileiro - destinado à compra de empresas, por exemplo - caia para US$ 50 bilhões em 2012. 

Neste ano, esse valor bateu o recorde histórico, alcançando, até novembro, a marca de US$ 60 bilhões.

O investimento estrangeiro direto é considerado a melhor forma de financiar saldos negativos nas transações com outros países.

Nessa conta entram importações e exportações, serviços como viagens internacionais e fretes e a transferência de rendas, como remessas lucros de filiais para suas sedes.

Isso porque esse tipo de investimento é feito a longo prazo e não pode ser retirado facilmente do país em um momento de crise, como ocorre em ações negociadas na Bolsa, que podem ser vendidas rapidamente.

No ano, que vem, porém, se o cenário previsto se concretizar, será a primeira vez desde 2001 que o investimento estrangeiro direto não será suficiente para cobrir o deficit nas transações correntes.

A estimativa é que o resultado negativo chegue a US$ 65 bilhões, contra US$ 53 bilhões esperados para 2011.

 

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