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Médicos convidam população a ?abraçar? HB

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Está marcado para hoje, às 18h30, o encontro entre médicos e funcionários da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), além de membros da Associação Paulista de Medicina (APM), Conselho Regional de Medicina, funcionários do Corpo Clínico do Hospital de Base (HB) e Associação de de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo- Regional Centro-Oeste (Sogesp) para, unidos também com apoio da população, tentarem "abraçar" o HB.

O gesto simbólico tem como objetivo sugerir que a instituição de saúde seja encabeçado pela Associação dos Médicos Ativos e Inativos (Amai), da Associação Hospitalar de Bauru - entidade que administra o HB e a Maternidade Santa Isabel -, como uma maneira de reagir às condições precárias vividas no trabalho na unidade atualmente, o que levou os médicos a cogitarem a possibilidade de deixar de atuar no hospital, conforme matéria publicada no JC na edição do último dia 16.

O médico oftalmologista José Eduardo Marques, que é o atual presidente da APM, pede o apoio da população, que é o maior beneficiário. "Nós queremos que os pacientes e a população também estejam lá, abraçando o HB unidos conosco porque esta unidade de saúde é muito importante para Bauru e região", destacou.

A secretária da Sogesp, Kátia Cristina Camanforte, opina que a sociedade em geral não pode ficar parada vendo a situação do hospital se agravar cada vez mais. "Eu acho que todos devemos nos unir, como faremos amanhã (hoje). Eu estarei lá com as minhas duas filhas pelo ato de solidariedade, e espero que a população também. Vamos abraçar o Hospital de Base".


?Morte?

Recentemente, o JC noticiou que a Amai do Corpo Clínico da AHB decretou, simbolicamente, a ?morte? do HB como forma de manifesto às más condições de trabalho e atendimento da unidade de saúde.

Em um documento, os médicos lembraram que a situação foi agravada pelo "parasitismo que, por anos, infestou sua administração", referindo-se ao esquema de desvio de recursos públicos, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços investigados pela da Polícia Federal desde a deflagração da Operação Odontoma, em outubro de 2009, que culminou com o afastamento de toda a diretoria da entidade e prisão de seis pessoas, que depois foram liberadas.

Disseram ainda que, "ao longo destes dois anos, apesar da competência e esforços dos interventores, não se observa uma posição clara do Estado em relação aos rumos a serem tomados" a respeito de um hospital que "presta serviços de alta complexidade e que é referência regional".

Por este motivo, os profissionais se dizem humilhados pelo desrespeito com que vem sendo tratados pela secretaria e afirmam que a "capacidade de resistência" da categoria está acabando.


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