Cuba vai libertar 2.900 presos nos próximos dias por razões humanitárias, em uma anistia ampla antes de uma visita, em 2012, do papa Bento 16, disse o governo cubano na sexta-feira (23). Os perdoados não incluem o norte-americano Alan Gross, que cumpre pena de 15 anos de prisão pela implantação de equipamentos de Internet na ilha em um programa secreto dos Estados Unidos, um caso que paralisou o progresso das relações EUA-Cuba, disse um porta-voz do governo.
O presidente Raúl Castro disse que a decisão do Conselho de Estado que concedeu a anistia tinha "levado em conta" a próxima visita papal e pedidos, entre outros, de altas autoridades da Igreja Católica em Cuba e os familiares dos presos. Entre aqueles que serão libertados, há condenados por crimes contra "a segurança do Estado", mas o porta-voz do governo disse que eles não foram presos por motivos políticos.
Cuba libertou mais de 100 prisioneiros políticos em um acordo mediado pela Igreja Católica em 2010. Dissidentes cubanos disseram que ainda há pelo menos 60 pessoas atrás das grades por motivos políticos. Os prisioneiros libertados incluem pessoas de mais de 60 anos de idade, presos que estão doentes, mulheres e alguns prisioneiros jovens que não tinham antecedentes criminais, disse o governo.
O papa Bento 16 disse recentemente que visitará Cuba antes da Páscoa, que será em 8 de abril. Será a segunda visita papal a Cuba desde a viagem histórica do papa João Paulo 2º em 1998.