Saúde

Risco de intoxicação alimentar cresce no fim de ano


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Uma das principais tradições das festas de Natal e Réveillon é cear com a família e com os amigos. Entretanto, alimentos mal condicionados ou manipulados sem o cuidado necessário podem ser fontes de doenças. Exageros também devem ser evitados, dando-se preferência a alimentos saudáveis.

Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde decidiu fazer um alerta à população para garantir que as confraternizações nesta época do ano não se transformem em problemas para a saúde da população (veja dicas abaixo).

Evitar preparar uma quantidade muito grande de comida, balancear os tipos de alimentos, assim como redobrar a atenção durante o preparo e acondicionamento dos produtos, são cuidados essenciais.

É comum que famílias ou amigos se organizem combinando o que cada um pode preparar para a ceia, pois é uma maneira prática de todos colaborarem. "O problema é que, geralmente, essa combinação pode resultar em uma produção exagerada de comida e, consequentemente, todas as pessoas acabam comendo demais, para experimentar de tudo um pouco", diz Renata Alves, nutricionista do hospital estadual Dante Pazzanese.

Segundo ela, este excesso de calorias, concentrado em uma só refeição, é armazenado pelo organismo em forma de gordura localizada, o que poderá acarretar em futuros problemas para quem já apresenta uma predisposição para problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão, além de um intenso mal estar.

Uma dica importante, explica a nutricionista, é selecionar os tipos de pratos que serão servidos, dando preferência sempre aos grelhados, seja qual for o tipo de carne escolhida, e evitar alimentos muitos gordurosos, como frituras, por exemplo. Se a opção for por algum tipo de ave deve-se tirar a pele, pois ela contém uma quantidade muito grande de gordura. Saladas também não devem faltar à mesa.

Na temperatura certa

O cuidado na manipulação, preparo e acondicionamento dos alimentos também é fundamental para evitar o risco de uma intoxicação alimentar após as festas. Um dos principais cuidados é com a temperatura dos alimentos, que devem ficar aquecidos a 70º ou dentro de geladeira.

"Em temperatura ambiente, corre-se o risco de desenvolvimento de bactérias ou mesmo de suas toxinas. São elas que provocam a intoxicação, levando a diarreias e vômitos", explica a médica Maria Bernadete de Paula Eduardo, responsável pela Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentos da Secretaria.

O ideal, segundo a especialista, é que as refeições permaneçam, no máximo, duas horas fora de refrigeração. "O mesmo vale para as sobras de comida em cima do fogão ou dentro de forno desligado. Devem ser guardadas o mais rápido possível sob refrigeração", alerta Maria Bernadete.

A médica reforça ainda que qualquer alimento, se preparado sem higiene ou mal conservado, pode causar intoxicações. "Nos últimos dez anos, foram registrados surtos de doenças transmitidas, em especial, por aves mal assadas, molhos, saladas, maioneses e até mesmo sobremesas", conta.

Outro cuidado que deve ser redobrado é no que diz respeito ao ovo, por se tratar de uma fonte em potencial para a transmissão da Salmonella Enteritidis, bactéria responsável por 50% dos casos de gastroenterites. "Não se deve consumi-lo cru ou mal cozido. Também é preciso evitar pratos à base de claras e gemas cruas", orienta a especialista.

A organização do freezer ou geladeira também são cuidados importantes lembrados pela médica. "Não se deve enchê-los demais. A quantidade excessiva de alimentos e bebidas impede a circulação do ar refrigerado".

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