Jesus apareceu na terra como criança. Não veio a nós adulto já formado. E seria perfeitamente possível a Deus assim proceder. Não.
Ele quis que Jesus viesse à Terra, primeiro, como todos nós: nascendo de ventre materno, como todas as crianças. Criança frágil, dependente. Não falava, não se alimentava sozinho, não andava. Sujeitava-se totalmente aos cuidados de sua mãe.
E acima de tudo, além dessa imensa fragilidade, tinha uma coisa que só os recém-nascidos tem: a pureza de coração, a inocência de uma criança. Que, quando lhe sorriem, devolve o sorriso da forma mais pura e espontânea, sem a necessidade de agradar. Sorri, simplesmente, porque recebeu um sorriso. Dá sem se preocupar em receber nada em troca.
Essa pureza e simplicidade que vamos esquecendo ao longo dos anos. E digo esquecendo, e não perdendo, propositalmente. Porque tais virtudes nunca se perdem: nascem conosco e estarão conosco sempre, dentro de nossos corações.
Todos nós já fomos, um dia, como o menino Jesus: puros, inocentes, frágeis. E acima de tudo, humanos.
A conversão do Natal é, também, mais simples do que imaginamos. No sentido literal da palavra, é mesmo voltarmo-nos para o interior de nosso coração, e redescobrirmos essa criança que existe dentro de cada um de nós. Sendo mais puros, mais tolos, mais inocentes, mais simples. Descomplicando as coisas, e sendo mais espontâneos. Mesmo que isso custe, às vezes, a incompreensão, ou agir de modo diferente da maioria. Pois, trata-se exatamente disso: o mais importante, muitas vezes, não é seguir o padrão, mas ter a coragem de seguir na contramão ao que o mundo nos impele. Só assim voltamos a ser crianças. Mas, o melhor de tudo é saber que, como crianças, teremos sempre o colo da Mãe (ou do Pai) para nos abrigar. Em qualquer circunstância.
Gustavo Z. Vaz