Damasco - A missão de observadores da Liga Árabe para a Síria, como está composta, “não é confiável”, e seus primeiros sinais são “muito perturbadores”. O alerta é da organização Human Rights Watch, que critica a escolha do general sudanês Mohamed Ahmed Mustafa al-Dabi, próximo ao ditador Omar al-Bashir, para chefiar o grupo.
“Estamos muito preocupados com a composição da missão. Não há transparência alguma”, disse o vice-diretor da divisão de Oriente Médio e África da HRW, Joe Stork, por telefone.
Al-Dabi foi diretor de inteligência militar do Sudão e é acusado por muitos de envolvimento no genocídio em Darfur, pelo qual Al-Bashir teve prisão decretada pelo Tribunal Penal Intrernacional (TPI).
Os Comitês Locais de Médicos em Damasco disseram que a escolha de Al-Dabi “contamina os esforços” da Liga.
O general sudanês, que percorreu Homs nos últimos dois dias, disse ter visto nas ruas alguma “bagunça”, mas “nada assustador”.
Para Stork, porém, o problema vai além de Al-Dabi. “A Liga Árabe deveria considerar retirar a missão para uma reorientação. Não dá para seguir com escolta do governo.”