Tribuna do Leitor

AS ÁRVORES ? NOSSAS AMIGAS


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Não posso terminar o ano sem encerrar o assunto recentemente abordado por mim nesta concorrida Tribuna, e que dizia respeito à arborização existente no quadrilátero da Associação Luso Brasileira, prédio cuja demolição já está adiantada. Naquela oportunidade eu disse que temia que a Semma viesse a autorizar o corte de alguma daquelas sadias, exuberantes e floridas árvores.

Contudo, 1) ante o recente corte praticado por funcionário daquele órgão (que não deve saber a diferença entre alface e acelga), de árvore de Ipês amarelos da Praça Portugal, cujos galhos estavam adormecidos para a próxima floração o que deve ter contribuído para que "achasse" ser árvore seca, 2) ante a lamentável autorização para corte de belíssima árvore que tinha na quadra 10 da Rua Manoel Bento Cruz para que, em seu lugar, se fizesse (outro) rebaixamento de guia, não tenho mais dúvida de aquele temor será concretizado muito em breve.

Precisaríamos de leis mais severas a respeito de corte de árvores. É só observar as ruas de nossa cidade para ver que poucas ainda subsistem. E não venha o órgão público dizer que uma árvore só é cortada com a promessa do proprietário de ali plantar outra. Esses arbustos que, às vezes, estão sendo plantados, jamais se tornarão árvores, que venham propiciar sombra e frescor.

Quando se vê algo errado pede-se a intervenção da Administração Pública e quando é esta quem pratica o ato, a quem apelamos? Ao Ministério Público? Então lá vai: socorro, dr. Sciuli, nosso querido promotor do Meio Ambiente. Tome alguma providência, por favor, para que seja declarada de Utilidade Pública, de Utilidade Universal, de Utilidade dos indefesos pássaros, as árvores do quadrilátero da Luso.

Quero estar longe de Bauru e, se possível, do Brasil, vendo as árvores seculares que existem em todos os países civilizados da Terra, quando o maldito barulho da motosserra fizer ecoar nos nossos ouvidos o grito das árvores: socorro, estou morrendo...


Alzira Garcia - bauruense

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