Pesca & Lazer

História de pescador: Pescar a noite! Corimba com arpão


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Barranca do Rio Negro no Pantanal do Mato Grosso do Sul, acampados há diversos dias à espera da água do rio limpar. Devia ter chovido bastante na cabeceira do rio. Estava eu já cansado de tanto esperar, quando apareceu um pirangueiro de um acampamento vizinho a conversar comigo. Conversa vai, conversa vem e ele me disse o jeito de ir pescar uns corimbas à noite. Eu achei meio estranho pescar corimba à noite, aí ele me explicou como era a pescaria. A gente só tem que arrumar um arpão e uma lanterna elétrica. E saímos uma noite para pescar os ditos corimbas e o lugar escolhido foi debaixo de uma ponte no remanso de água rasa. Pegamos nosso apetrecho de pescaria que consistia em um arpão e uma boa lanterna elétrica. Chegando ao local, nós ficamos a espera de alguns corimbas aparecer. Não demorou, chega os primeiros corimbas. Era só focalizar a luz do farolete no dito cujo que ele ficava imóvel, aí era só fisgar, "zape", lá vinha o corimba na ponta do arpão. Naquela noite pegamos meia dúzia, e o corimba era uma isca especial para pegar piaussú. Era só enterrá-lo e deixar dois dias para pegar o cheiro de podre. E foi essa isca que salvou a nossa pescaria, voltamos com diversos piaussús de quatro quilos para casa. Mais uma que aprendi com os pirangueiros matogrossenses. Até breve.

Florindo Martins é pescador da barranca dos rios do Pantanal e contador de histórias


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