Tribuna do Leitor

Bolsa Família


| Tempo de leitura: 1 min

O município de Bauru não deve encarar com naturalidade a possibilidade de mais de 4.657 pessoas perderem o benefício do Bolsa-Família. É preciso que as assistentes sociais façam visitas nas casas dessas famílias (não devem passar de 750 a 850 ) para verificarem o porquê do não cumprimento das metas estabelecidas pelo governo federal.

Podem existir casos em que as pessoas não precisam mais e isto é bom. No entanto, ouvem-se relatos de várias famílias que, devido a indiferença social que sofrem e percebem através dos olhares, ficam inibidas de se dirigirem aos locais até para fazerem o recadastramento. E nesta iniciativa governamental de imensa inclusão social é o Estado que deve, na maioria das vezes, procurar pelos necessitados. E em Bauru essa situação se não mudada será sentida principalmente nos comércios dos bairros.

Aliás, nessa questão é normal ouvir a frase de que se deve  ensinar a pescar do que dar o peixe. Concordo, mais isto não deve valer só para os beneficiários do Bolsa-Família.  Mesmo porque o Governo Federal brasileiro, desde o tempo da ditadura militar, sempre manteve bolsas de 100% para muitos estudantes cursarem mestrados e doutorados no exterior. E a imensa maioria desses recém-formados em universidades públicas ficam e se estabelecem nos países aonde concluíram o mestrado e o doutorado sem prestarem nenhuma contrapartida ao povo brasileiro que os bancou através dos impostos. Ou seja, se os beneficiários do Bolsa-Família recebem o peixe, esses estudantes privilegiados recebem a vara, o anzol, o peixe, o barco e o passaporte.


Pedro Valentim

Comentários

Comentários