Internacional

Massacre de civis turcos gera protesto

Folhapress
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Ancara - Um dia após o ataque da força aérea turca que matou 35 civis por engano na fronteira com o Iraque, grupos de direitos humanos do país pediram uma investigação patrocinada pela ONU para apurar a ação militar. Ao mesmo tempo, militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado um grupo terrorista pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos, convocaram a população curda, minoria na Turquia, a iniciar uma revolta.

Na madrugada de anteontem, aeronaves teleguiadas bombardearam um grupo de contrabandistas em Uledere. Horas depois da ação, o Exército turco admitiu ter confundido as pessoas com separatistas curdos e o governo abriu uma investigação para apurar o incidente.

Em seu primeiro pronunciamento sobre o caso, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan criticou a imprensa por apontar o governo como responsável pela matança.

O enterro das vítimas ocorreu, anteontem, em Guzelyazi, próximo de onde aconteceu o ataque.

Os grupos de direitos humanos IHD e Mazlumder, que pediram investigação detalhada do caso com a participação de órgãos internacionais como a ONU, divulgaram relatório a respeito da ação.

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