Polícia

Dia Mundial da Paz foi de briga em família

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O Dia Mundial da Paz e o início do Ano do Dragão em Bauru foi de muitas desavenças e agressões nas confraternizações de Ano-Novo. É possível verificar nas entrelinhas dos relatos policiais que grande parte dos desentendimentos foi motivado por ingestão de bebida alcoólica, euforia e falta de bom senso, já que a justificativa para as agressões é banal.

O resultado disso é que poucas vezes e em um curto espaço de tempo o Plantão Policial registrou tantos casos de lesão corporal e ameaça envolvendo pessoas conhecidas, casais e, principalmente, familiares que se encontraram para festejar a chegada de um novo ano. Das 21h do dia 31 de dezembro até 3h de ontem foram cinco casos. Sem contar o quiproquó no Pronto-Socorro Central (PSC) que não foi registrado.

Em um dos registros, oito pessoas se envolveram em uma briga familiar generalizada em um imóvel na quadra 8 da avenida Antonio Requena Nevado, no Parque São João. O fato ocorreu por volta das 21h do sábado. Duas mulheres, de 33 e 35 anos, e uma adolescente de 15 anos, registraram denúncia de lesão corporal e ameaça de morte contra cinco pessoas, três homens e duas mulheres. Segundo as vítimas, elas tiveram lesões leves e foram atendidas no PSC. Próximo da virada de Ano-Novo, às 23h30, outra briga generalizada, agora, na quadra 2 da rua Seijo Ishikawa, no Jardim Ferraz. A vítima, um homem de 45 anos, informou aos policiais militares que estava brigando com um outro de 39 anos quando outras duas pessoas, um homem de 23 anos e uma mulher 27, entraram na briga. De acordo com a vítima, a mulher teria desferido uma facada em suas costas. A faca de cozinha foi apreendida e apresentada no Plantão. Todos tiveram ferimentos leves e foram atendidos no PSC.

 

Fratura e garrucha

Um casal do Distrito de Tibiriçá bebeu, dançou, brigou e a mulher teve a clavícula fraturada. Segundo relato dos PMs no B.O., o casal aparentava embriaguez quando foi abordado. A mulher, de 31 anos, contou que ela e o marido, inicialmente, divergiram por causa da trilha sonora que estava tocando na festa em que estavam dançando. Marido e mulher resolveram ir para a casa, na rua José Pereira Rangel, também em Tibiriçá.

No entanto, a discussão foi retomada e o homem teria empurrado a mulher que, na queda, fraturou a clavícula. Conforme os policiais, o marido confirmou ter empurrado a mulher.

Para piorar o malfeito, o homem indicou aos PMs a existência de uma arma de fogo no carro do cunhado. Solicitada a revista ao veículo, os policiais localizaram debaixo do banco do motorista uma garrucha de fabricação “caseira” e sem munição, para a surpresa do proprietário do veículo. A arma artesanal foi apreendida. A mulher seria submetida a uma cirurgia no Hospital de Base.

Os policiais fizeram questão de registrar que um desentendimento familiar ocorreu exatamente do Dia Mundial da Paz. Já passava das 2h do primeiro dia do ano quando dois cunhados começaram a brigar no meio da confraternização, promovida na residência da quadra 4 da rua Pedro de Campos, no Núcleo Habitacional Presidente Geisel. A vítima de 24 anos alegou aos policiais militares da Base de Segurança Comunitária Sudeste que o ferimento em seu antebraço esquerdo teria sido provocado por golpe de faca. Já a versão do outro homem, de 33 anos, dada aos PMs é de que o cunhado se lesionou com cacos de vidro de uma garrafa. Uma unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros levou a vítima ao PSM.

 

Garrafada

Para completar os registros de agressões banais na virada de ano um homem levou uma garrafada no rosto na quadra 6 da rua Luciene Avallone, no Parque Jaraguá. A vítima de 19 anos, moradora no local, relatou que discutiu com um conhecido. Conforme a vítima, de uma simples discussão verbal, o homem desferiu uma garrafada em seu rosto . Os policiais militares levaram o rapaz para o PSM do Jardim Bela Vista. 

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