NOVAK DJOKOVIC
O torneio exibição disputado em Abu Dhabi (Emirados Árabes) teve o sérvio Novak Djokovic como campeão. Na semifinal Djokovic venceu o suíço Roger Federer por 6/2 e 6/1 e na final o espanhol David Ferrer por 6/2 e 6/2. Ferrer venceu na semifinal o compatriota Rafael Nadal por 6/3 e 6/2. Em disputa pelo terceiro lugar, Nadal venceu Federer por 6/1 e 7/5. O torneio não era oficial, mas ninguém gosta de perder principalmente frente a adversários que serão seus prováveis maiores rivais em 2012. Os resultados do torneio mostram que em 2012, Djokovic, assim com já fez em 2011, deve ser o homem a ser batido.
BOLAS MAIS LENTAS
Sempre digo que o grau de dificuldade do tênis é o grande obstáculo para que o número de praticantes não seja muito maior. Não estou dizendo sobre a dificuldade em se ter a oportunidade de poder usar uma quadra que também é enorme, mas sim o quão difícil é jogar tênis, principalmente para os iniciantes. Para dois amigos que iniciaram no tênis há pouco tempo e vão para a quadra jogar uma partida ou apenas para praticar um esporte, é algo muito chato. Uma ou duas trocas de bola e lá vai ela para a rede ou para fora. Ficam por horas na quadra e vão para casa sem ao menos suarem a camisa. Com certeza, logo desistirão do tênis por acharem o esporte muito difícil e chato. Pensando nisso, a Federação Internacional de Tênis (ITF) criou o programa "saque, troca de bolas e ponto". Mas como seria isso? Bolas bem mais lentas foram desenvolvidas para que, mesmo as pessoas que não tenham ainda habilidade suficiente no jogo, possam trocar bolas, não importa de que maneira, várias vezes, até que o ponto seja definido. O objetivo é manter crianças e adultos no esporte, além de proporcionar aos professores experiências de seus alunos numa quadra de tênis, algo mais prazeroso. Em 2012 os torneios da categoria até 10 anos já serão disputados com as bolas mais lentas.
TÉCNICO NOVO NA PRAÇA
Que o britânico Andy Murray, atual quarto do mundo, é um excelente jogador, ninguém duvida; mesmo assim, Murray nunca venceu um "Grand Slam". Nas partidas mais importantes nesses torneios, na "hora H" parece que Murray tem um "branco" ou "treme" e acaba "arrumando" um jeito de perder. Certamente, é pensando nisso que o britânico acaba de contratar como seu técnico, ninguém menos que o tcheco naturalizado americano, Ivan Lendl, dono de 8 títulos de "Grand Slam", além de ter sido número 1 do mundo por 270 semanas. Lendl volta ao tênis profissional depois de vários anos (desde 1994) fora do circuito, período em que se dedicou ao golfe. Nos últimos dois anos, jogou algumas exibições e agora volta de fato ao circuito profissional como técnico. Com certeza, além do dinheiro que receberá pelo trabalho, Lendl deve acreditar no potencial de Murray, caso contrário, nunca entraria nessa, pois é um vencedor. Vale a pena aguardar os resultados.
ESPANHA INOVANDO
A Espanha continua inovando no tênis. Primeiro com os organizadores do "Masters 1000" de Madri confirmando que o torneio, a ser realizado entre os dias 6 a 12 de maio, será jogado em quadras de saibro como no ano passado, porém de cor azul. Já no ATP 500, segundo maior torneio do país, que será disputado entre os dias 21 a 29 de abril, a inovação esta na utilização de bolas azuis. Antes, o tênis era jogado com bolas brancas, depois com amarelas, o que já dura algumas décadas. Agora os espanhóis inovam com a utilização de bolas azuis. Estudos confirmam que as bolas nessa cor (azul) vão melhorar a visibilidade do jogo, principalmente em transmissões pela televisão.
RODOLFO
O bauruense Rodolfo Bustamante, em curto período de férias no Brasil, aproveitou para disputar o qualifying do Aberto de São Paulo que está sendo realizado no Parque Villa-Lobos, na capital paulista. Perdeu na primeira rodada para o também brasileiro Rafael Saraiva por 2 sets a 1. Na próxima semana, Rodolfo retorna aos Estados Unidos onde estuda e defende a Texas Cristian University .
DICA
Em geral, jogadores rotulados de "devolvedores" (aqueles que não arriscam nada e apenas esperam pelo erro adversário) buscam apenas "passar" a bola para o outro lado da rede. Quando seus adversários batem forte, maiores são as chances de cometerem erros. Já eles, os "devolvedores", quando recebem uma bola forte, apenas colocam a raquete para que a bola volte para a quadra adversária, praticamente com a mesma velocidade com que veio. Isso não é mágica, é física. Para experimentar, jogue uma bola, sem força, contra a parede e ela voltará sem força; com força voltará com força. Jogadores intermediários, quando jogam contra um "devolvedor", caem na armadilha de tentar bater cada vez mais forte na bola para ganhar o ponto. Os "devolvedores" amam isso, pois sabem que os erros de seus adversários serão em grande número. Em vez disso, deviam tentar uma dessas duas coisas: 1- Executar bolas curtas, sem precisar ser muito curtas. Os "devolvedores" gostam de jogar bem no fundo da quadra, apenas "passando" a bola e quando são obrigados a saírem de seu local preferido de jogar, muitas vezes cometem erros; 2- Ao receber uma bola um pouco mais curta, devem ir para a rede. Os "devolvedores" serão obrigados a tomarem alguma iniciativa, ou para uma "passada" ou para um "lob" (bola por cima). Também podem cometer erros e, depois de errarem algumas tentativas de passadas, na maioria das bolas eles só vão tentar o "lob", o que pode facilitar as coisas para a execução de um "smash".
CURIOSIDADE
A ex-número 1 do mundo e dona 13 títulos de Grand Slams, Serena Willians (EUA), deu recentemente uma declaração curiosa. "Não gosto e nunca gostei de esportes. Não entendo como me tornei uma atleta", disse. "Não gosto de treinar, ou de nada que exija esforço físico. Se me convidarem para sentar ou ir às compras, acho a ideia excelente". Para que se saiba, Serena é a mais "gordinha" das irmãs Willians (a outra se chama Venus). Está explicado os motivos de sua silhueta.