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Mãos de Adriano não tinham pólvora, afirma laudo da polícia


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Reuters/Ricardo Moraes

No dia seguinte ao incidente, durante entrevista coletiva, Adriano negou que fosse o responsável pelo disparo que feriu Adriene

A Polícia Civil do Rio confirmou, nesta terça-feira, que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos do jogador Adriano e de Adriene Cyrillo Pinto, de 20 anos, que confessou ter atirado contra a própria mão, dentro do carro do atacante do Corinthians, na saída de uma boate na zona oeste da cidade, em dezembro. O material teria sido coletado no dia seguinte ao fato, mas a higiene nas mãos de ambos pode ter prejudicado o exame.

Adriene disse aos policiais que atirou contra o dedo indicador da mão esquerda ao brincar com uma pistola calibre 40 de um dos seguranças de Adriano, um tenente da reserva da Polícia Militar. A jovem passou por uma cirurgia de reconstrução e já obteve alta. Inicialmente, ela e uma amiga disseram que Adriano foi o autor do disparo ao manusear a arma.

Em nota, o diretor do Departamento Geral de Polícia Técnico e Científica (DGPTC), Sérgio Henriques, informou que o teste de resíduos de disparos de armas de fogo nas mãos se baseia em detectar com reagente químico pequenas partículas de metais oriundos da pólvora. Ele destacou que a fragilidade do teste está na coleta, pois não necessariamente os vestígios de pólvora serão encontrados nas mãos de quem efetuou o disparo. Muitas vezes eles podem ser verificados nas roupas ou em outras partes do corpo.

Ainda segundo o diretor, o lapso temporal entre o evento e a coleta e a possibilidade de lavagem das mãos também são fatores importantes para um resultado negativo.

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