É impressionante a regularidade da equipe de ministros montada por Dilma, Lula e sua base aliada que não consegue passar uma semana sem que uma nova denúncia surja no noticiário. Incrível que a cada nova semana um novo partido da base é levado ao julgamento popular pela mídia. O que nos faz deduzir que não tem virgem na zona do meretrício que é a política nacional.
Os escândalos em geral tem a mesma temática, envolvendo favorecimento, propinas, enriquecimento e sonegação fiscal. Mudam somente as moscas varejeiras, mas o conteúdo é sempre o mesmo na padaria da política nacional.
Ninguém é preso, ninguém é forçado judicialmente a devolver aos cofres públicos o que desviou ou o prejuízo que causou ao erário no período em que esteve à frente de um cargo público. Um verdadeiro paraíso da impunidade oficial. Leis apenas para o povo e em questões menores.
A receita federal fica alheia ao barulho, preocupada apenas em cobrar dos trabalhadores e daqueles cujos descontos são imensos e injustos mensalmente em suas contas ou holerites.
O MP e a Justiça estão atrelados e de certa forma presos ao Poder Executivo, sendo assim, sua atuação é muito aquém do que o cidadão honesto apreciaria num país da grandeza do nosso.
Dilma deveria, se fosse corajosa e independente, exigir a demissão de todo sua equipe, desde os cargos secundários até o seu ministério e lançar mão de vaidades e acordos, para enfim fazer um acordo com a pátria que a elegeu, colocando ministros de carreira e promovendo concursos públicos para cargos de confiança. Utopia? Sim, mas um dia alguém terá de fazê-lo neste país, ou perderemos por completo toda e qualquer noção básica de cidadania e ética. Sonho? Sim, mas alguém tem de compartilhar os sonhos e anseios da população brasileira que se ultrapassa 200 milhões de pessoas.
O autor, Rafael Moia Filho, é dirigente da Bauru Transparente ? Batra ? e colaborador de Opinião