A Secretaria Municipal de Saúde informou ontem a confirmação de mais dois casos de leishmaniose visceral americana, referentes a 2011 em Bauru, o que totaliza 33 casos da doença com três óbitos no último ano.
Trata-se de um homem de 44 anos, morador do Jardim Mendonça, tratado no Hospital Manoel de Abreu, e uma menina de 7 anos, moradora do Jardim Ferraz, tratada no mesmo hospital.
A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos “palha”, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico - como galinheiros.
Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.
Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos.
Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.
Assim sendo, a manutenção da limpeza nos quintais, o acondicionamento correto do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas, verduras e outros) são medidas preventivas contra a doença que devem ser tomadas pelos responsáveis pelos imóveis com edificações ou não no município.