Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? Eleição na Barra

Bauru será lembrada em Barra Bonita ou a cidade banhada pelo rio Tietê vai ser recordada na Sem Limites neste ano. A família Belarmino ensaia tentar assumir a prefeitura daquela cidade. Guilherme, filho do Belarmino, é pré-candidato a prefeito pelo PP. E a tia dele, uma médica, irmã de Belarmino, está na chapa como vice.

? O articulador

O mentor da costura política em Barra Bonita é Antonio Aparecido Belarmino, para quem não se lembra, chefe de Gabinete de Izzo Filho na conturbada gestão de 1997-1998. Como Belarmino gosta de uma confusão na roda viva da política (arrumou até contra promotor público em Bauru), o padre Mário que reforce sua reza para enfrentar o pleito eleitoral em 2012 por lá.

? Permuta de área

O procurador Geral da Prefeitura de Bauru, Ricardo Chamma, comenta que a utilização de uma área (que era tida como rua) no Distrito Industrial I pela Plasutil tem um ingrediente diferente de outras pendências jurídicas. Ele considera que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai se ater ao fato de que a área foi permutada antes da regularização do Distrito, o que torna a ação legal.

? De fato, de direito

O procurador lamenta, de sua parte, que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) não tenha tratado desta questão, mesmo ao decidir em recursos. Chamma argumenta que a rua existia de fato como intenção em um traçado, mas não de direito. Como a permuta com a empresa veio antes, precedida de lei autorizativa na Câmara, ele considera que a ilegalidade será derrubada. Isso depende de recurso especial no STJ, em Brasília (DF).

? Sem muito alarde

No início da década passada, o então prefeito Nilson Costa aderiu à instalação de radares e apenas duas lombadas eletrônicas em Bauru como forma de tentar reduzir o abuso à legislação nas ruas. Para amenizar a medida, os não mais que 14 pontos de fiscalização à época vieram instituídos com o rodízio. Ou seja, o governo advertia: somente quatro pontos vão multar, os demais não.

? A roleta russa

Polêmico até no conceito de educação para o trânsito, uma vez que o rodízio não trata infratores como iguais (só são pegos os que derem o "azar" de passarem em alta velocidade no ponto com câmera, os demais se safam), o sistema de roleta russa passou, de fato, a ser a saída para o prefeito não sofrer com as esperadas reações dos motoristas. Se todo ponto instalado contar com uma câmera, a aplicação de infrações explode!

? Rodízio dobrado

Passados dez anos, o número de pontos mais que dobrou na cidade e o rodízio também. Até pouco tempo, a Emdurb ampliou para cinco o número de câmeras efetivamente funcionando nas ruas, depois seis e, neste momento, são mais dois radares fixos registrando de fato. O total é oito. O que a prefeitura não fez (e não há tese que sustente a negativa com eficiência) é instalar mais lombadas eletrônicas.

? Mas elas não multam

Alguns gestores de trânsito não fazem jogo de cena e assumem que, na prática, a lombada adverte, em tese chama a atenção do motorista, e, por isso mesmo, dificilmente multa. Os números comprovam isso. O motorista tira o pé no ponto, assim como o faz quando vê o radar fixo. A diferença é que radar não tem display. Mas lombada é prejuízo, ela adverte e gera pouca receita... Será que a cidade não tem nenhum ponto tecnicamente adequado para receber lombada? Só a Nações preenche o requisito?

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