Autoridades colombianas pretendem entregar na sexta-feira aos EUA uma texana de 15 anos, grávida, que foi deportada há nove meses para o país sul-americano numa bizarra confusão.
Jakadrien Turner foi mandada em maio para a Colômbia depois de mentir sobre seu nome e idade, ao ser detida por furtar uma loja em Houston. Ela nunca havia estado na Colômbia, e não falava espanhol.
A chancelaria colombiana disse que autoridades dos EUA apresentaram documentos provando que Turner é cidadã norte-americana. Em nota, disse que ela será entregue na sexta-feira a autoridades consulares dos EUA, para "ser devolvida a ser país de origem".
"A moça disse aos oficiais que a detiveram que ela era nativa da Colômbia, e que seu nome era Tika Lanay Cortez, nascida em 24 de março de 1990", disse Charles McClelland Jr, chefe da polícia de Houston, na sexta-feira (6).
Segundo ele, os funcionários carcerários seguiram o procedimento habitual, ao colherem, as impressões digitais de uma presa que eles achavam ser uma estrangeira adulta, e compararem os resultados com um banco de dados federal que serve para deportar estrangeiros que cometem crimes.
O banco de dados mostrou que não havia antecedentes criminais, mandado de prisão ou uma identificação alternativa para a suspeita. Mas, a essa altura, as autoridades estavam convencidas de que se tratava mesmo de uma criminosa colombiana de 21 anos, e o procedimento de deportação começou.
Dois meses depois, a menina se viu na Colômbia, onde recebeu um passaporte local com base em informações fornecidas por autoridades norte-americanas.
Lorene Turner, mãe da garota, disse que a família localizou a menina no final do ano passado, principalmente graças a uma página do Facebook criada por ela.
O governo da Colômbia também está investigando como emitiu um passaporte do país para uma cidadã norte-americana, com base no que a chancelaria afirmou serem declarações "imprecisas e irreais".