Paris - A entidade Global Fund, criada há dez anos para administrar bilhões de dólares no combate à aids, à malária e à tuberculose, afirmou ontem que notícias sobre uma suposta irregularidade financeira envolvendo a primeira-dama francesa, Carla Bruni, são "inexatas e enganadoras".
A revista semanal francesa Marianne publicou que o Global Fund teria, a pedido de Carla, concedido US$ 3,5 milhões em contratos a empresas controladas por um amigo da primeira-dama, que é embaixadora honorária do fundo. O valor, segundo a revista, foi liberado sem licitação. "O artigo faz várias alegações que são infundadas a respeito da campanha que o Fundo lançou em 2010 com o apoio da senhora Bruni-Sarkozy", disse a nota.
Carla, cantora e ex-modelo que se casou em 2008 com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi nomeada naquele mesmo ano "primeira embaixadora" da entidade.
O Global Fund, criado em 2002, diz já ter contribuído para salvar 7,7 milhões de pessoas por suas ações contra doenças evitáveis.
A Presidência francesa disse que não tinha nada a acrescentar à nota do Global Fund.
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