A Polícia Militar prendeu 23 pessoas na Cracolândia desde a última terça-feira (3) – dia em começou a operação policial no centro da capital paulista. Ao todo, sete pessoas foram detidas em flagrante. O restante, segundo a Polícia Militar, era formado por foragidos da Justiça.
Além disso, cerca de 250 pedras de crack foram apreendidas na região. O balanço da Polícia Militar contabiliza as prisões ocorridas até as 17h de sexta-feira (6).
Segundo a Polícia Militar, a ação que ocorre na região tem a finalidade “de restaurar uma área socialmente degradada, além de quebrar a estrutura do tráfico de drogas na região”. A operação é feita por um efetivo de 100 homens, com apoio do Policiamento de Choque e da Guarda Civil Metropolitana, que participa da ação com 30 guardas.
Na sexta-feira (6), a Guarda Civil Metropolitana informou ter abordado pessoas em situação de risco, encaminhando-as para prontos-socorros, além de ter orientado pessoas em situação de vulnerabilidade.
A ação policial, no entanto, tem gerado polêmica. Há quem conteste a operação. Em entrevista à TV Brasil, o jurista Walter Maierovitch classificou a ação de “populista e espetacular”. “É uma questão de saúde pública. Em vez de os governos municipal e estadual apresentarem políticas sociossanitárias fazem exatamente uma abordagem contrária, uma espécie de tortura para gerar dor e sofrimento”, disse ele. Para ele, a ação policial não resolve o problema. Só faz migrá-lo para outras regiões.