As duas primeiras audiências do caso Sandro Fernandes, marcadas para hoje e amanhã, foram adiadas por determinação judicial. A defesa do advogado pediu para que a delegada Priscila Bianchini de Assunção Alferes, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e uma perita que acompanhou as investigações também sejam ouvidas.
Como o juiz da 2ª Vara Criminal de Bauru, Jaime Ferreira Menino, havia negado a solicitação, os advogados recorreram ao Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo, que concedeu a liminar para suspender as oitivas até que o pedido seja apreciado em segunda instância.
"Fizemos o pedido ao juiz de Bauru no início do processo, e ele indeferiu. Então, recorremos ao TJ, que deverá julgar esta mesma solicitação nos próximos 30 a 90 dias. Enquanto isso, as audiências serão sobrestadas (adiadas)", detalha o advogado Ricardo Ponzetto.
A decisão do TJ chegou ontem à mesa do juiz Ferreira Menino, da 2º Vara Criminal de Bauru, responsável pelo julgamento do processo que corre contra o advogado Sandro Fernandes, acusado de molestar sexualmente quatro familiares e uma quinta vítima que trabalhou em sua residência. Sua esposa, Fernanda Fernandes, responde por coautoria dos supostos crimes e, assim como ele, cumpre prisão domiciliar na residência da família.
O pedido de liminar foi feito pela defesa na semana passada, ainda durante o recesso judiciário. Como o juiz da 2º Vara Criminal de Bauru só foi informado ontem da decisão do TJ, não houve tempo de informar todas as vítimas e testemunhas de acusação que seriam ouvidas hoje.
A audiência marcada para amanhã contaria ainda com depoimentos dos réus e testemunhas de defesa. Na avaliação da tia de duas das supostas vítimas, os advogados de Sandro fizeram uso de manobra com o único objetivo de retardar o andamento do processo. Conforme apurou o JC, outra justificativa da defesa para pedir a suspensão das audiências em Bauru seria a oitiva de uma testemunha de acusação, marcada para amanhã em outra comarca, da qual Sandro teria de participar.