Tribuna do Leitor

Vandalismo explícito


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Caminhando pelas cercanias do aeroporto (aeroclube), tal como faço habitualmente todas as manhãs, tenho observado verdadeiras cenas de vandalismo (resíduos de excessos notívagos). Sinal dos tempos? Com certeza, um sinal do estado educacional, negligenciado a partir dos governos militares.

Caberia à prefeitura do município, apoiada pelos meios de comunicação, encetar campanha educativa para evitar a ação desses espíritos rebeldes, moralmente ignorantes, ainda animalizados (força de expressão, sem querer ofender os inocentes animais). Perde-se na pátina do tempo, a gestão do prefeito Nicolinha, quando foi cunhado um "slogan" que julgo oportuno fosse repetido nos tempos atuais: cidade limpa, cidade civilizada.

Ora, naquele tempo a prefeitura, além da campanha educativa, instalou coletores de lixo suficientes por toda cidade, em apoio à campanha "Cidade Limpa". Mas a campanha deve começar nas escolas de nível elementar, médio, superior, e (pasmem!) nos de pós-graduação. Pelo menos é uma tentativa de conscientizar. Vamos fazer de Bauru, uma cidade limpa. Se a prefeitura quiser e os meios de comunicação apoiarem (é uma campanha de interesse público), o vandalismo não estará resolvido, mas diminuirá bastante.

Nem precisa dizer que essas atitudes animalizadas, por pura e simples falta de educação (e atraso espiritual, não há como negar), é ecologicamente incorreta. Uma frase amiúde divulgada (que se tornou lugar comum) escreve-se e fala-se: Vamos deixar um planeta melhor para os nossos filhos e netos. A meu ver, trata-se de apenas uma meia verdade. Não é para os nossos filhos e netos que devemos deixar um mundo melhor, mas, sim para nós mesmo, pois de acordo com a lei da colheita obrigatória (somos livre para semear), também ensinada por Jesus como lei de pagamento obrigatório até o último ceitil (na Física como Terceira Lei de Newton ou ação e reação), vamos ter que consertar tudo que fizemos de errado e pagar todos os nossos débitos, nesta ou em outra vida, nesta ou em outra dimensão (na casa do Pai, há muitas moradas e Meu Reino não é deste mundo).

Também a meu ver, essas noções básicas constituem forma educativa mais eficaz, pois, malandros, vândalos, corruptos e outros bandidos, igualmente hediondos, quando acordarem para a realidade da irrevogável lei da ação e reação (não é uma crença para mim, é uma certeza), eles não vão querer voltar aqui para consertar os erros. Olha, gente, ninguém vai pro inferno (mera alegoria religiosa), não, mas pagar o que fez de errado é uma certeza matemática. Acho que sabendo dessa simples e básica lei, e sua aplicação infalível nas vidas (vidas, não vida), conduzindo conforme essa mesma lei, é suficiente para a harmonização da Terra.

O que acontece é que ninguém (mas ninguém mesmo!) acredita no inferno, muito menos no inferno eterno, pois se acreditasse, todos os problemas humanos já estariam solucionados. Mas o que está à espera das criaturas, que não se preparam para mundos melhores, devedores de erros hediondos, é muito pior que qualquer inferno.

Seria bom que elas conhecessem o que as espera. Até agora, funcionava a lei da reencarnação (na verdade, uma lei biológica; logo, lei natural) para todos, como oportunidade de refazer erros. Porém, de acordo com as profecias modernas, reencarnar na Terra, desde o começo deste milênio, está sendo um privilégio.

E privilégios se conquistam pelos méritos (não há salvação gratuita, pois arrependimento é apenas o começo do trabalho). Temos que conquistar o privilégio de corrigir nossos erros (porque a harmonização do nosso Planeta é compulsória, e, se persistirmos em erro, não podemos voltar aqui sem comprometer essa harmonização).

Há outros meios de educar, sem que seja necessariamente pelos princípios evangélicos que beiram o apocalipse, desde que é preciso dar a esses vândalos a oportunidade da regeneração. Nem espero que já estejamos todos preparados para esse tipo de entendimento, que está exposto à desconfiança (e repúdio explícito) das seitas sectárias e dos descrentes, que demoram no estágio do atraso. Não falo da religião do futuro, mas do futuro das religiões e da educação eficaz. A propósito, a partir deste ano novo, feliz mundo novo para todos nós!

Venício Augusto Francisco, venicioaf@superig.com.br

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