Vingança é a principal hipótese considerada pela polícia para o assassinato do travesti Josimar Ferreira Severino, 23 anos, conhecido como Safira. Ele foi morto a tiros na madrugada do último domingo, no cruzamento entre as ruas Borba Gato e Benjamin Constant, próximo à avenida Nações Unidas, região central de Bauru.
Segundo o delegado Kleber Granja, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), homofobia e dívida de drogas são motivações praticamente descartadas para explicar o homicídio. Safira tinha diversas passagens pela polícia por roubo e, segundo informações de familiares, possuía muitos desafetos na cidade.
"Ele, inclusive, carregava uma faca na bolsa quando foi morto. Soubemos que ameaçava e extorquia clientes. É possível que um deles tenha desejado se vingar", detalha Granja. Embora testemunhas tenham relatado que o assassino estava com parte do rosto encoberto no momento do crime, um retrato falado deverá ser preparado nos próximos dias para tentar identificar suspeitos.
Segundo o delegado, a equipe de homicídios da DIG também realizará diligências de praxe ao longo da semana em buscas de novas pistas sobre o caso.
"Os travestis são muito unidos e conhecem bem um ao outro. Mas todos estão com muito medo de testemunhar neste momento. Nossa expectativa é de que, quando as coisas se acalmarem, daqui a uns seis meses ou um ano, a gente consiga a informação privilegiada necessária para solucionar a autoria do crime", descreve.