A Bovespa continua rondando os 60 mil pontos, sem coragem para dar o bote. Ontem, apesar das apostas de uma realização de lucros, o índice acabou seguindo a trajetória de alta exibida nas três sessões anteriores e terminou na contramão da maioria das bolsas internacionais, que caíram. Os estrangeiros se mostraram mais atuantes na compra nesta sessão e justificaram o desempenho do pregão.
A Bolsa doméstica terminou a quarta-feira em alta de 0,26%, aos 59.962,40 pontos. Na mínima, registrou 59.423 pontos (-0,64%) e, na máxima, os 60.094 pontos (+0,48%). No mês e no ano, sobe 5,65%. Nestes quatro dias no azul, a Bovespa acumulou ganho de 2,42%. O giro financeiro somou ontem R$ 5,522 bilhões.
Pela manhã, os investidores até embolsaram parte dos ganhos acumulados nas últimas sessões, aproveitando a agenda esvaziada no Exterior e essa ?calmaria? na Europa. Mas a trajetória se inverteu na hora do almoço, com fluxo de estrangeiro se sobressaindo nas compras.
No geral, entretanto, o Ibovespa teve um comportamento ?lateral?, assim como as bolsas norte-americanas - essas, por sua vez, com sinal negativo, na maioria. Entre as razões estão as decisões de política monetária dos Bancos Central Europeu (BCE) e da Inglaterra (BoE), hoje, quando também serão realizados leilões de bônus da Itália e da Espanha.
Ontem, as bolsas europeias, no entanto, fecharam majoritariamente no vermelho, influenciadas pelos temores sobre a crise da dívida soberana na zona do euro e pela queda das ações do setor de energia. Esses papéis sofreram com a retração do preço do petróleo. Além disso, a Alemanha divulgou ontem que seu PIB recuou 0,25% no quarto trimestre do ano passado, após expansão de 0,5% no terceiro trimestre, segundo dados preliminares.
Nos EUA, o Livro Bege, como usualmente acontece, não fez preço no mercado acionário. As bolsas operavam sem trajetória única: às 18h14, o Dow Jones caía 0,25%, o S&P recuava 0,09% e o Nasdaq subia 0,23%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro fechou com queda de 1,34%, a US$ 100,87 o barril.
No Brasil, Petrobras ON subiu 0,12% e a PN, 0,04%. Vale ON fechou com ganho de 0,75% a PNA, de 0,76%.
RENDA FIXA
Renda bruta: 10,47%
Ganho líquido/mês: 0,9%
Pela taxa média de 10,58% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.
BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 0,26%
Volume: R$ 5,52 bilhões
A Bovespa encerrou a sessão de ontem com alta de 0,26%, aos 59.962,40 pontos. Na mínima, registrou 60.093,91 pontos e, na máxima 60.09391 pontos. No mês e no ano, sobe 5,65%. Nestes quatro dias, a Bovespa acumulou ganho de 2,42%. O giro financeiro somou R$ 5,522 bilhões. Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones encerrou o dia com queda de 0,10% aos 12.449,45 pontos. O índice Nasdaq subiu 0,31% aos 2.710,76 pontos.
OURO
Ouro/grama: R$ 93,60
Variação: alta de 0,43%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 93,60 com alta de 0,43%.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.642,06 e terminou o dia em alta de 0,63%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 1,801
Variação: queda de 0,11%
O dólar comercial en-cerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,799 para a compra e a R$ 1,801 para a venda, com queda de 0,11%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,725 na compra e a R$ 1,874 na venda, com baixa de 2,40%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,870 na compra e a R$ 1,970, na venda, com baixa de 1,01%.