Bovespa resistiu bravamente ao movimento de realização de lucros. Mas ele finalmente aconteceu ontem, após quatro sessões de ganhos, influenciado pela fraqueza (pequena) das bolsas norte-americanas em boa parte do dia. As ações da Vale foram preponderantes para a queda do Ibovespa, mas como Petrobras mostrou força, o índice fechou bem perto da estabilidade.
O Ibovespa terminou a quinta-feira em baixa de 0,07%, aos 59.920,78 pontos. Na mínima, registrou 59.586 pontos (-0,63%) e, na máxima, 60.504 pontos (+0,90%). No mês e no ano, acumula ganho de 5,58%. O giro financeiro totalizou R$ 6,113 bilhões.
A abertura em alta refletiu o alívio dos investidores com o resultado dos leilões de títulos na Espanha e na Itália, mas depois sentiu os efeitos dos dados ruins divulgados nos Estados Unidos. O índice, no entanto, não se afastou muito do equilíbrio, dada a disposição dos investidores neste início de ano para as compras de ações.
Ontem, a Espanha vendeu 9,986 bilhões em bônus, duas vezes a quantia planejada, e pagou juros menores, enquanto a Itália conseguiu, em um leilão de 8,5 bilhões em títulos de 12 meses e de 3,5 bilhões em T-bills flexíveis, um yield (retorno ao investidor) médio dos títulos de 12 meses de 2,735%, de 5,952% no leilão realizado em dezembro.
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 7 de janeiro aumentaram em 24 mil pedidos, para 399 mil, ante previsão de +8 mil solicitações. As vendas no varejo subiram 0,1% em dezembro ante novembro, ante previsão de +0,2%. Já os estoques das empresas dos EUA subiram 0,3%, abaixo da previsão de alta de 0,5%.
Depois de muito vaivém, às 18h13, as bolsas norte-americanas subiam. O Dow Jones ganhava 0,11%, S&P, 0,14%, e o Nasdaq, 0,41%.
Na Nymex, o contrato do petróleo caiu 1,75%, a US$ 99,10 o barril. Aqui, Petrobras ON subiu 1,25% e PN, 0,74%. Os papéis foram influenciados pela disposição de compra dos investidores, que têm focado sobretudo as ações mais líquidas. Os papéis ainda se beneficiaram dos dados de reservas, anunciados quarta-feira.
Vale ON caiu 1,01% e a PNA, 1,13%. O diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, afirmou hoje que as chuvas já comprometeram 20% da produção de minério de ferro prevista para janeiro.
RENDA FIXA
Renda bruta: 10,45%
Ganho líquido/mês: 0,9%
Pela taxa média de 10,58% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.
BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 0,07%
Volume: R$ 6,13 bilhões
A Bovespa encerrou a sessão de ontem com baixa de 0,07%, aos 59.920,78 pontos. Na mínima, registrou 59.586 pontos e, na máxima 60.503 pontos. No mês e no ano, acumula ganho de 5,58%. O giro financeiro totalizou R$ 6,113 bilhões.Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,17% aos 12.471,02 pontos. O índice Nasdaq subiu 0,51% aos 2.724,70 pontos.
OURO
Ouro/grama: R$ 94,20
Variação: alta de 0,64%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 94,20 com alta de 0,64%.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.650,32 e terminou o dia em alta de 0,49%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 1,785
Variação: queda de 0,89%
O dólar comercial en-cerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,783 para a compra e a R$ 1,785 para a venda, com queda de 0,89%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,743 na compra e a R$ 1,893 na venda, com alta de 1,01%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,840 na compra e a R$ 1,970, na venda, com variação estável.