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Explosão de bomba em Papai Noel fere dois funcionários no fórum em Rio Claro


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Rio Claro - Uma bomba caseira - em forma de Papai Noel e endereçada a uma juíza - explodiu na tarde de ontem no Fórum de Rio Claro (182 km de Bauru), ferindo dois funcionários.

O alvo do atentado, de acordo com a Polícia Civil, era a magistrada Cynthia Andrauss Carreta, diretora do fórum e titular da 3.ª Vara Cível.

Roberto José Daher, delegado seccional de Rio Claro, afirma que o Papai Noel estava num pacote sem remetente encontrado por uma funcionária numa mesa no saguão do primeiro andar do fórum.

Ela chamou um guarda municipal, que levou o pacote para a recepção, no térreo do edifício. Segundo Daher, o pacote era do tamanho de uma caixa de bombom e estava embrulhado em um papel com motivos natalinos.

Dois funcionários abriram o pacote e encontraram um Papai Noel de brinquedo dentro, que explodiu em seguida. Um dos funcionários feriu as mãos e o tórax. Ele passou por uma cirurgia. Seu estado é estável. A outra vítima teve apenas ferimentos leves.

A bomba continha objetos metálicos que se espalharam com a explosão. O material passará agora por perícia. A polícia classifica o episódio como um atentado. Não há indícios, segundo os investigadores, que o pacote tenha sido entregue pelos Correios.

No prédio do fórum não há câmeras de segurança, o que dificulta o trabalho de identificação da pessoa que deixou a bomba no local.

A polícia vai agora levantar processos em que a juíza trabalha. Segundo o delegado, a magistrada lhe disse que não está assustada, porque, afirmou, "juízes sabem que correm esse risco".

A diretora administrativa do fórum, Cíntia Mazzeo, disse que a magistrada não estava no prédio ontem porque havia feito exames de saúde.

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de agosto de 2011 mostra que 134 juízes estão ameaçados no País. As informações foram repassadas à Corregedoria do CNJ por tribunais estaduais e regionais federais.

Em 11 de agosto passado, a juíza Patrícia Acioli foi morta a tiros no Rio de Janeiro. A investigação apontou que policiais militares planejaram e executaram o crime, pois as investigações de Acioli atrapalhavam esquema de extorsão montado por PMs.

Em 2003, o juiz Alexandre Martins de Castro Filho foi assassinado a tiros, em Vitória, no Espírito Santo.

Ele havia denunciado um esquema montado na vara de execuções penais para liberar presos irregularmente. Um ex-policial civil foi preso, acusado de participação no crime, e um coronel da Polícia Militar foi denunciado.

Dez dias antes da morte de Castro Filho, o juiz Antônio José Machado Dias foi morto a tiros após sair do Fórum de Presidente Prudente, em São Paulo. O traficante Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi condenado a 29 anos pelo crime, em 2009.

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