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Apreendidos 40 quilos de peixes em período de piracema em Anhembi


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Anhembi – O 2º Pelotão de Polícia Militar Ambiental de Botucatu voltou a apreender peixes e redes na represa de Barra Bonita em Anhembi (143 quilômetros de Bauru) durante período da piracema (desova dos peixes), proibido neste período do ano pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Dessa vez foram encontrados irregularmente 40 quilos de cascudo e corimba, um barco com motor e 32 redes de nylon utilizadas para a pesca.

A patrulha avistou dois pescadores amadores com todo o material. Eles foram conduzidos até a delegacia da cidade onde foram enquadrados em crime ambiental e depois pagaram fiança para serem liberados. Segundo a Polícia Ambiental, foram lavrados quatro autos de infração ambiental por pescar espécies que devem ser preservadas e por utilizar apetrechos não permitidos, no valor R$ 1.800 cada.

Os peixes e materiais foram apreendidos pela Delegacia da Polícia Civil de Anhembi, que deu destinação prevista em lei.

Mas em Anhembi no último dia 11 de janeiro, a Polícia Militar Ambiental de Botucatu apreendeu 100 quilos de tilápias já limpas que haviam sido pescadas no rio Tietê, nas proximidades da represa Barra Bonita no mesmo município da apreensão de ontem. O veículo onde os peixes eram armazenados, uma perua Kombi, também foi apreendido por estar com o licenciamento vencido desde 2009.

De acordo com a polícia, os responsáveis pelos peixes alegaram ser pescadores profissionais. Contudo, o documento que comprovaria o fato não foi apresentado, segundo eles, por estar com a validade vencida. Os policiais lavraram dois autos de infração ambiental por transporte irregular de pescado no valor de R$ 110 mil cada. Os 100 quilos de tilápia foram levados para o aterro sanitário da cidade. Já a perua foi recolhida ao pátio de veículos de Anhembi.

No dia 6 de janeiro, a Polícia Ambiental de Botucatu em vistoria pelo acampamento de pescadores localizado às margens da represa Barra Bonita, na ponte do Jaú, apreendeu rede de nylon para arrasto com 150 metros de comprimento, 30 redes de nylon para poita de 1.050 metros de extensão e pelo menos 30 peixes. Os pescadores foram flagrados fazendo a limpeza dos peixes, mas fugiram quando chegou a equipe da Polícia Ambiental.

 

Piracema

A Polícia Ambiental reforça que até o dia 29 de fevereiro, quando termina a Piracema (época de desova dos peixes, quando eles sobem os rios até as nascentes, nadando contra a correnteza, para se reproduzir), estão proibidos a pesca, o transporte e o armazenamento de espécies nativas na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, além do uso de redes e tarrafas nas pescarias.

A proibição atinge as lagoas marginais (que margeiam rios e têm ligação com eles) e os trechos a menos de 500 metros da desembocadura de rios, lagoas, canais e tubulações de esgoto e a menos de 1.500 metros de barragens hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras.

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