Ruas esburacadas ou com asfalto quase sem condição de trânsito e vazamentos ou falta de abastecimento de água são temas noticiados com relativa frequência nas páginas do Jornal da Cidade, abrangendo competências da Prefeitura de Bauru e do Departamento de Água e Esgoto (DAE), respectivamente.
No entanto, uma denúncia recebida na manhã de ontem pelo JC fugiu a regras e abrangeu todos estes problemas numa única ocorrência. Segundo o aposentado João Xavier Sobrinho, morador da rua Santa Terezinha, no Jardim Marise, uma equipe terceirizada pela administração para recapear a via deu início as trabalhos sem que o DAE fizesse o reparo de um vazamento existente na quadra 11 da via.
"Na verdade, esse buraco é quase um problema crônico. Quando ele está consertado tem outro na próxima quadra que vaza, e vice-versa. Mas, para ser mais específico, esse vazamento começou pouco depois do Natal e até esta manhã ainda não tinha sido fechado", explica. "Então, fiquei surpreso quando ouvi o barulho de máquinas e vi que já tinham iniciado o recape enquanto a água continuava vazando", completa.
Questionado, o secretário de obras de Bauru, Eliseu Areco Neto, foi enfático: "É claro que este procedimento, se ele ocorreu, não está correto e a empresa vai ser cobrada. Nós vamos apurar, mas eu repito que se houve um problema, é da empresa responsável pelo recape na região", aponta.
Apesar do secretário explicar que as obras são vitoriadas pela pasta e pela empresa antes da execução, neste incidente, em específico, faltou coordenação entre a administração e o DAE. "De acordo com a divisão técnica, não há comunicação prévia à autarquia, por parte da Prefeitura, sobre as ruas que serão recapeadas,impossibilitando assim, a verificação pelo DAE se há vazamentos pelos locais", informa a assessoria de imprensa do órgão.
Conserto após a denúncia
Ainda de acordo com João Xavier Sobrinho, que procurou o JC, pouco tempo depois que a reportagem deixou o local, uma equipe do DAE esteve na quadra 11 da Rua Santa Terezinha e solucionou o vazamento.
"Entre o registro (27/12) e o conserto (13/01) houve vários rompimentos de redes, inclusive de adutoras. Atualmente, a média é de 10 dias para o conserto, mas em dias normais o prazo para conserto de vazamentos é de 72 horas da comunicação", esclarece em nota a assessoria do DAE.