Por proporcionar maiores ganhos aos estelionatários, o golpe em conta bancária ainda é o mais comum entre todos. Ele pode ser aplicado por meio de um site falso da instituição financeira, com endereço eletrônico quase idêntico e aparência bastante fiel à página original.
O correntista, geralmente, é levado a ela por meio de link enviado por e-mail. Ao acessar sua conta online, os dados digitados são copiados e, em seguida, utilizados livremente pelos criminosos.
Outra tática bastante comum é enviar, também via e-mail, um link em nome do banco sob o pretexto de atualizar dados cadastrais. "Ao acessar aquele link, involuntariamente a pessoa instala um vírus em seu computador, que envia para o hacker todas as senhas que ela digitar, inclusive as bancárias", revela o delegado Fábio Mariotto, do 3º Distrito Policial (DP) de Bauru.
O estelionatário também pode fazer uso do telefone para obter dados da vítima. Na última terça-feira, por exemplo, uma moradora de Bauru recebeu uma ligação de uma pessoa que se identificou como funcionária do banco da qual é correntista.
Depois de fornecer o número da conta e dos documentos pessoais, a vítima ficou desconfiada e resolveu consultar, na Internet, informações sobre o telefone que apareceu em seu identificador de chamadas. Para sua surpresa, havia mais de 150 reclamações de outros correntistas que também suspeitavam ter sido alvo de fraude.
"Até agora, não perdi dinheiro. Eles não pediram o número da senha do banco, mas estou com medo do que vai acontecer daqui para frente. Eu ligo de volta e eles não atendem", lamenta a mulher. A reportagem também tentou telefonar para o mesmo número, mas a chamada não foi completada em nenhuma das tentativas.