?Vitrine eleitoral
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) está preocupado com o risco real do programa de pavimentação ser afetado por problema no contrato com a empresa Bemop. Frentes de trabalho com número inferior ao contrato de trabalhadores, falta de conexão entre redes, ausência de boca de lobo e mão de obra com macacão de outra marca são alguns dos ingredientes dessa história. Mas o problema mesmo é o risco da vitrine eleitoral se transformar em pesadelo.
?Plano de asfalto
Rodrigo está com a frase ensaiada para dizer no programa eleitoral de outubro próximo: "Nunca antes na história dessa cidade um prefeito instalou tanto asfalto em rua de terra". A concretização, agora, depende da Bemop, que tem de instalar galeria de água pluvial antes da benfeitoria. Restará, ainda, certificar a qualidade e durabilidade dos serviços de pavimentação já executados.
?A fiscalização
A Secretaria de Obras tem várias frentes de trabalho a fiscalizar e o que se espera é que seus profissionais estejam com condições de acompanhar tudo. O programa de recape também enfrenta outro obstáculo: quais as condições efetivas de verificação para a liberação de rua, condição para receber o recape. Outro foco é o tapa-buraco, ação que dura pouquíssimo tempo, o que autoriza discutir se é racional gastar recurso com essa medida.
?Tem goteira?
O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti (PR), foi contatado ontem para comentar se procede a reclamação, inclusive vinda de um servidor, de que a novíssima instalação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) conta ou não com goteiras. Uma nota com quatro linhas é o suficiente para a administração municipal descrever a situação e, em caso positivo, informar o que está sendo feito a respeito.
?Esgoto tratado
O prefeito deixou de discutir, ou dizer o que vai fazer, mas está sobre sua mesa uma proposta de concessão do serviço de tratamento de esgoto (com instalação da Estação de Tratamento de Esgoto no Distrito Industrial I) a R$ 0,89 o metro cúbico tratado. A conta enseja que o contribuinte continuaria pagando o que já é lançado em sua conta atual (como tarifa de esgoto). A alternativa dispensaria financiamento para a obra?
vBomba do DAE
Estranhíssima a explicação oficial dada pela Divisão de Produção do DAE para a paralisação na troca de bomba no poço do Parque Vista Alegre (PVA). O que fica sublinhado é que o DAE não tem reserva de contingência segura para a operação de substituição ou que há demora no teste necessário no equipamento reformado.
?Espera injustificada
Além de esclarecer esses pontos, o diretor do segmento, Igor Fournier, tem de explicar para os moradores da região do PVA por qual razão o serviço de substituição foi interrompido para ser retomado só nesta terça-feira. O fato é incomum. Não havia bomba reserva pronta para substituição? Parece a antiga história da luva da rua Salvador Filardi, que teve de ser adquirida de intermediário no Jardim Niceia porque não compraram no fornecedor, de outra cidade, e nem deixaram uns três exemplares no estoque...