Regional

Polícia Ambiental apreende pescado irregular

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Anhembi – A Polícia Militar Ambiental de Botucatu apreendeu anteontem à noite 850 quilos de pescado em situação irregular às margens da represa Barra Bonita, em Anhembi (143 quilômetros de Bauru). Esta é a quarta ocorrência do tipo registrada este mês na região de Botucatu durante operações que visam evitar irregularidades na época da Piracema (leia mais abaixo).

Segundo a polícia, quando a equipe chegou ao local, deparou-se com um homem beneficiando os 850 quilos de peixes, da espécie tilápia, sem autorização do órgão ambiental competente e sem as mínimas condições de higiene. O pescado, cortado em filés e limpo, foi apreendido para descarte no aterro sanitário de Botucatu.

O proprietário dos peixes recebeu multa no valor de R$ 860 mil por beneficiar pescado sem autorização do órgão ambiental competente.

Desde o início do mês, a Polícia Ambiental registrou quatro ocorrências envolvendo a apreensão de pescado em situação irregular em Anhembi. No último dia 6, na ponte do Jaú, foram apreendidos rede de nylon para arrasto com 150 metros de comprimento, 30 redes de nylon para poita de 1.050 metros de extensão e cerca de 30 peixes. Os responsáveis fugiram ao avistar a viatura.

No dia 11, 100 quilos de tilápia já limpas foram flagradas no interior de uma perua Kombi, próximo à represa. A polícia lavrou dois autos de infração ambiental por transporte irregular de pescado no valor de R$ 110 mil cada. No dia 13, foram apreendidos 40 quilos de cascudo e corimba, um barco com motor e 32 redes de nylon utilizadas para a pesca também próximo à represa. Os dois homens que estavam no local receberam quatro autos de infração no valor R$ 1.800 cada.

 

Proibição

A Polícia Ambiental reforça que até 29 de fevereiro, quando termina a Piracema (época de desova dos peixes, quando eles sobem os rios até as nascentes, nadando contra a correnteza, para se reproduzir), estão proibidos a pesca, o transporte e o armazenamento de espécies nativas na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, além do uso de redes e tarrafas nas pescarias. A proibição atinge as lagoas marginais (que margeiam rios e têm ligação com eles) e os trechos situados a menos de 500 metros da desembocadura de rios, lagoas, canais e tubulações de esgoto e a menos de 1.500 metros de barragens hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras.

Comentários

Comentários