Economia & Negócios

Bovespa retoma 60 mil pontos: maior nível desde julho de 2011


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Carregada pela Vale, a Bovespa finalmente cravou os 60 mil pontos no fechamento, patamar que não era visto há seis meses. Os dados positivos sobre a economia chinesa geraram uma onda global de busca pelo risco, estimularam as commodities e empurraram a bolsa doméstica para seu segundo pregão consecutivo no azul.

O Ibovespa subiu 1,15%, aos 60.645,90 pontos, maior nível desde 13 de julho do ano passado (60.669,89 pontos). A última vez que a Bolsa havia fechado no nível de 60 mil pontos havia sido em 22 de julho daquele ano (60.270,47 pontos). Ontem, na mínima, registrou 59.961 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 60.891 pontos (+1,56%). No mês e no ano, a Bovespa acumula ganho de 6,86%. O giro financeiro totalizou R$ 6,490 bilhões.

Os números da China foram o incentivo que faltava para a Bovespa subir, já que sinalizaram que a economia do gigante asiático segue com vigor. Vale foi a principal beneficiada, tanto que disparou mais de 4% neste pregão, liderando de longe as maiores altas do Ibovespa, bem como as mais negociadas do dia. O anúncio de pagamento de dividendos pela mineradora foi mais um ponto a favor das ações, que avançaram 5,11% na ON (giro de R$ 269,598 milhões) e 4,10% na PNA (R$ 955,882 milhões negociados).

O país asiático cresceu 8,9% no quarto trimestre de 2011 ante o mesmo período do ano anterior, acima do esperado (+8,6%). Esse avanço foi acompanhado de alta na produção industrial, de 12,8% em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2010, também acima das previsões de crescimento de 12,2%.

As commodities metálicas fecharam em alta e o petróleo também. Na Nymex, o contrato para fevereiro terminou a sessão 2,03% mais caro, a US$ 100,71 o barril.

A arrancada da Bovespa logo após a abertura - atrasada em mais de uma hora em razão de um problema no Mega Bolsa - também teve como pano de fundo o dado positivo do sentimento econômico da Alemanha, os leilões de bônus bem-sucedidos da Espanha, Grécia e da EFSF, além do índice norte-americano Empire State.

No Brasil, Petrobras ON fechou com baixa de 0,73% e a PN avançou 0,63%.


RENDA FIXA

Renda bruta: 10,46%

Ganho líquido/mês: 0,9%

Pela taxa média de 10,46% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.

BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 1,15%

Volume: R$ 6,49 bilhões

A Bovespa encerrou a sessão de ontem com alta de 1,15%, aos 60.645,90 pontos. Na mínima, registrou 59.961 pontos e, na máxima 60.891 pontos. No mês, a Bovespa acumula ganhos de 6,86%. Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,48% aos 12.482,22 pontos. O índice Nasdaq ficou em alta de 0,64% aos 2.728,08 pontos.

OURO

Ouro/grama: R$ 95,00

Variação: alta de 1,99%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 95,00 com alta de 1,99%
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.651,45 e terminou o dia em alta de 0,56%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.

DÓLAR

Comercial: R$ 1,777

Variação: queda de 0,45%

O dólar comercial en-cerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,775 para a compra e a R$ 1,777 para a venda, com queda de 0,45%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,750 na compra e a R$ 1,883 na venda, com alta de 0,53%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,830 na compra e a R$ 1,960, na venda, com variação em alta de 0,51%.

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