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Juiz decide sobre caso Sandro, mas impõe sigilo

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O juiz da 2ª Vara Criminal de Bauru, Jaime Ferreira Menino, julgou ontem o pedido do advogado de acusação do caso Sandro Fernandes, que solicitava para que o réu passasse a cumprir prisão domiciliar sem poder sair de casa e que sua esposa, Fernanda Fernandes voltasse para a cadeia. O magistrado não autorizou que as partes envolvidas divulgassem a decisão à imprensa. O JC monitorou a movimentação em frente à residência do casal e, até o final da noite de ontem, nenhum deles havia deixado o imóvel.

A polêmica que tomou conta do caso nos últimos dias levou Jaime Ferreira Menino a fazer cumprir o segredo de Justiça imposto desde o início da fase processual. Por entender que o sigilo não estava sendo respeitado, o magistrado reforçou aos advogados de defesa e acusação, bem como as demais partes envolvidas, que eles poderão ser responsabilizados judicialmente se fornecerem informação à imprensa.

A expectativa da assistência de acusação era de que o vídeo em que Sandro e Fernanda aparecem conversando ao telefone com uma mulher que teria se identificado como sendo uma ex-empregada que é testemunha protegida no processo colaborasse para que o juiz decidisse por restringir os benefícios concedidos ao casal. Mas, até a noite de ontem, aparentemente, ambos permaneciam em casa.

Na avaliação do advogado Evandro Dias Joaquim, que representa duas das vítimas, o réu coagiu a ex-funcionária ao pressioná-la para que procurasse a polícia "o quanto antes" para modificar seu depoimento, oferecendo, inclusive, toda sua "experiência profissional para resolver a situação". A cópia do DVD com o vídeo foi anexada ao processo na última segunda-feira pelos advogados de defesa.

Um inquérito deverá ser instaurado para verificar se a voz no diálogo é mesmo da ex-empregada e apurar se a funcionária recebeu ou não oferta de R$ 5 mil de uma vítima do processo - uma familiar de Sandro de 19 anos - para acusá-lo de abuso sexual. Anteontem, a diarista falou com exclusividade ao JC.

Ela negou que tenha ligado ou mesmo falado com o ex-patrão, mas em seguida voltou atrás e repetiu por diversas vezes que "não sabe de nada". Também revelou ter medo de morrer porque a culpa "cai sempre com a pessoa mais pobre" e insinuou que, se houve uma ligação telefônica, não foi ela quem a fez.

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