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Malauí ordena fim de ataques a mulheres de minissaia

Reuters
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O presidente do Malauí ordenou que a polícia prenda qualquer pessoa que ataque mulheres vestindo calças compridas ou minissaia depois que várias delas foram despidas por uma multidão furiosa porque usavam uma roupa diferente da tradicional.

As antigas leis do país situado no sul da África proibiam as mulheres de usar saias curtas e os homens de ter cabelo comprido ou de vestir calças bocas-de-sino. As restrições deixaram de vigorar, porém, quando uma democracia multipartidária foi introduzida no país nos anos 1990.

Nesta semana, entretanto, vendedores de rua atacaram diversas mulheres em Lilongwe e na capital comercial, Blantyre, por causa do modo como se vestiam, dizendo que estavam cumprindo um decreto do governo.

Várias mulheres vestindo calças ou minissaias foram abordadas, espancadas e deixadas nuas.

"Eu não permitirei que ninguém acorde, vá para a rua e comece a despir mulheres e garotas vestindo calças, porque isso é ilegal", disse o presidente BinguwaMutharika na rádio estatal na quinta-feira.

"Toda mulher e menina tem o direito de se vestir como queira."

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