São tortuosos os caminhos do estilo para grifes que aceitam o desafio de desfilar numa semana de moda como a São Paulo Fashion Week. A grife Animale, marca escalada para abrir o São Paulo Fashion Week, que o diga.
Nesta temporada, a coleção assinada por Priscilla Darolt distribuiu seu latifúndio entre várias tendências da temporada: luxo ornamental (o desfile foi inspirado nos czares russos), veludo molhado, um certo ar gótico, tweeds e artesanal de luxo.
O resultado foram peças desejáveis, um mix de vestidos, pijamas e terninhos dignos de qualquer catálogo com enormes chances de virar sucesso de vendas. Ponto para Priscilla. Por outro lado, a edição do desfile deixou a desejar, porque faltou fôlego e conceito para amarrar todas as ideias agrupadas na temporada.
A coleção, aos olhos mais atentos, parecia mais um menu-degustação: um pouquinho de cada coisa em qualquer ordem. Fora isso, foi uma perda tremenda trocar a poderosa Raquel Zimmermann por Rosie Huntington-Whiteley e sua sensualidade infantiloide-gélida.
Ana Beatriz Barros e Izabel Goulart, que também desfilaram para a marca, fazem muito o estilo poderoso que leva extravagantes assumidas e periguetes às lojas da grife.