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Médico é condenado por abusos sexuais


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Taubaté - O médico ginecologista Hélcio Andrade, 57 anos, foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão por ter violentado sexualmente cinco pacientes em Taubaté (435 km de Bauru), entre 2009 e 2010.

Andrade era funcionário público municipal e trabalhava na Casa da Mãe Taubateana, uma unidade de saúde da prefeitura, e no Hospital Universitário de Taubaté. O médico nega as acusações. A defesa dele no processo disse que as declarações das vítimas eram "confusas e antagônicas" e que as pacientes podem ter sido influenciadas pela opinião de leigos e da imprensa. De acordo com o processo, mais de 20 mulheres relataram terem sido usadas como "objeto de satisfação sexual" em consultas, durante procedimentos de colocação e retirada do DIU (método contraceptivo por dispositivo intrauterino).

A decisão, de primeira instância, foi publicada na segunda-feira no "Diário da Justiça". Mesmo com a condenação, o ginecologista irá recorrer da sentença em liberdade.

Segundo o advogado Leonardo Máximo, Andrade está afastado da atividade médica. No recurso, o advogado pede a absolvição do cliente e a nulidade do processo - segundo Máximo, houve cerceamento do direito de defesa.

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