Regional

Fazenda é invadida em Piratininga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga – Ontem à tarde, 16 famílias que integram um movimento voltado à agricultura familiar ocuparam a fazenda Santa Helena, localizada na estrada velha que liga Bauru a Piratininga (13 quilômetros de Bauru), atrás de um clube de lazer. A expectativa do grupo, que criticou o abandono da propriedade, é dar início ao plantio de alimentos orgânicos no local ainda hoje.

No final da tarde, quando a reportagem esteve no local, pelo menos 20 pessoas já ocupavam a fazenda e quatro barracas tinham sido montadas. A movimentação do grupo, ligado a entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (FAF), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), foi acompanhada por policiais civis e militares.

No início da noite, segundo o líder do movimento, Paulo Henrique Rodrigues, 38 pessoas já haviam chegado à fazenda, entre elas integrantes de 12 famílias de Piratininga. "É uma fazenda que, infelizmente, está abandonada, as casas estão todas caindo", conta. "Como a gente sabe, essa fazenda, infelizmente, não está produzindo nada para o município e nem mesmo gerando renda para quem quer trabalhar".

Hoje pela manhã, segundo ele, as famílias que estão acampadas no local darão início ao plantio de alimentos. "Como a gente é do movimento de agricultura familiar, nós preservamos muito a plantação", diz. "Hoje, 30% de toda a merenda escolar vem da agricultura familiar. Então, nós temos que mudar nosso modo de alimentação, tirar um pouco o veneno e o agrotóxico e produzir alimentos naturais".

Além da fazenda Santa Helena, as famílias já haviam ocupado a fazenda Santa Catarina, que pertence ao mesmo dono – Ricardo Farha. A polícia informou que ele acompanhou a ocupação e declarou que vai entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse. O JC não conseguiu localizá-lo para comentar o assunto. "Nós levamos para ele o documento do Incra para o Incra comprar dele (as fazendas), mas ele falou que prefere perder do que vender", conta o líder do grupo.

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