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Casamento ecônomico é tendência

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 4 min

Íntimo, econômico e com o jeitinho dos noivos. Essa é a cara do mini wedding, pétit comitte ou minicasamento, tendência no mercado de casamentos que excluí as tradicionais recepções para centenas de convidados. Priorizar o aconchego sem abrir mão do glamour da união também são características dessa forma de dizer o "sim" com a quantidade de espectadores reduzida, no máximo, 100 convidados.

"Moramos juntos há dois anos e decidimos oficializar nossa união. Decidimos pelo mini por ser econômico mas, principalmente, por ser mais intimista. Além de acreditarmos que uma cerimônia feita com menos convidados é mais romântica, também queremos ter a oportunidade de tirar fotos e falar com todos os presentes. Assim será possível curtir todos os detalhes da festa", revela a jornalista Aline Mendes, que se casará em agosto com o analista de sistema Diego Sávio.

Segundo a cerimonialista Hindy Caló, quando decidem por uma festa menor, os casais priorizam a comemoração com a família e os amigos mais íntimos. "Por se tratar de um momento muito especial, eles querem que tais convidados também compartilhem desse momento. Agora, se o casal fica em dúvida sobre deixar ou não determinadas pessoas fora da lista, talvez esse tipo de cerimônia não seja a mais adequada para eles".

E como saber quem convidar? Para tal dúvida, o conselho de Hindy para o casal é se perguntar se o possível candidato a convidado conviveu com o par nos últimos seis meses ou, então, se o fulano já fez alguma refeição na casa dos noivos, o que demonstra intimidade.

Na lista de Aline e Diego constará apenas os nomes de pessoas próximas ao casal, já que o intuito dos dois é celebrar o amor com quem faz parte da história vivida por eles: "Achamos mais interessante dessa forma porque todos ficam mais à vontade, diferente de quando você convida parentes distantes ou pessoas com as quais você não tem intimidade", frisa Aline.


Cara dos noivos

Quando se pensa em grande festa, com centenas de convidados, normalmente o foco é a coletividade. Será que todos vão gostar da banda que vai tocar ou do molho servido na carne? "Perguntas assim são feitas na hora de contratar os serviços e, com o objetivo de agradar a todos, um ou outro item acaba ficando com o gosto comum", acrescenta Hindy.

Já em um minicasamento, a proximidade dos convidados com os protagonistas da festa permite que o gosto dos noivos seja inserido por completo, ficando com a cara do grupo que, normalmente, se identifica em vários aspectos.


Interação

Outra característica é que os noivos, amigos e familiares podem participar da efetivamente da elaboração dos detalhes, como a decoração, a confecção de lembrancinhas para os convidados, por exemplo. Até mesmo aqueles docinhos que são receita de família se encaixam muito bem nesse tipo de casamento.

"No meu caso, por exemplo, um amigo fotógrafo fará as fotos, uma amiga fará os convites, enquanto outra está dando assistência como cerimonialista. Além disso, eu e meu noivo estamos fazendo os arranjos da decoração", exemplifica Aline.


Casamento menor, economia maior

Apesar de menor, o minicasamento também precisa de um bom planejamento. A recepção pode ser feita em um restaurante, na casa dos pais ou dos próprios noivos, o que reduz os gastos com aluguel de espaço.

Outro detalhe é a quantidade de profissionais envolvidos na cerimônia, muito menor do que em grandes recepções. "Se o cardápio for prático e dinâmico, a economia é ainda maior", acrescenta a cerimonialista Hindy Caló.

Quem optou pelo mini wedding foi o gerente industrial Fábio Luiz Bonfante e a secretária Renata Cristina dos Santos. Eles se casaram em dezembro de 2011 e comemoraram com os amigos e familiares mais próximos por preferirem reuniões mais aconchegantes, diferente das tradicionais festas que reúnem centenas de pessoas.

"Optamos por uma festa com direito a rodízio de carnes, algo que gostamos muito e que agradou nossos convidados, em sua maioria padrinhos, amigos íntimos e familiares próximos. Conseguimos nos sentar e conversar com quase todos", lembra Fábio.

E com a lista de convidados reduzida, o casal gastou menos com assessoria e decoração e pode aproveitar melhor a lua de mel em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Ao contrário do que muitos noivos pensam, uma cerimônia restrita não significa um casamento pobre em detalhes. Ao contrário, com a lista menor, dá até para investir na decoração, sofisticação dos pratos, entre outras atrações. "Por ser menor, pode ser mais caprichado", conta Hindy.

Enquanto isso, o vestido da noiva, segundo a cerimonialista, tende a ser mais discreto, sem muito brilho, porém, não menos elegante. Mas para Renata, um detalhe importante de toda a preparação para dizer o "sim", foi o sapato personalizado feito por Fábio para ela.

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