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?Vacina de hepatite B em gotas

Estudo inédito do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, revelou que a vacina contra hepatite B pode ser aplicada via oral. Os testes em humanos começam este ano. A nova forma de administração da vacina permitirá ampliar a cobertura da imunização e reduzir drasticamente os custos de aplicação, além de elevar significativamente a geração de anticorpos. A inovação foi possibilitada pela descoberta de um novo adjuvante, a sílica nanoestruturada, que, conduzida junto à vacina, eleva a produção de anticorpos que neutralizam o vírus. Sem o adjuvante isso era impossível, já que não existia uma maneira de estimular o sistema imunológico.

?Nunca antes...

"Esta descoberta pode ser a mudança de um princípio mundial, pois jamais se pensou que essa e outras vacinas pudessem ser administradas via oral", aponta o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas do Instituto Butantan, Osvaldo Augusto Sant?Anna. Os primeiros testes, realizados em animais, foram bem sucedidos, já que a toxicologia é negativa e os níveis de proteção foram positivos. Agora, os protocolos de pesquisa clínica estão sendo preparados e a expectativa é de que a nova aplicação possa ser testada a partir deste ano.


?Vacinação antirrábica

O Ministério da Saúde vai distribuir 30 milhões de doses de vacina antirrábica em todo o País para fazer campanhas preventivas contra a raiva em cães e gatos. Desde setembro de 2010, quando animais morreram após reação alérgica a proteínas usadas no produto, a campanha está suspensa por falta de produto e as doses existentes eram aplicadas em casos emergenciais. O montante destinado a cada Estado foi definido após solicitações das secretarias da Saúde, baseadas na população de cães e gatos.

?Escolhidas a dedo

Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que já recebeu 2 milhões de doses -1,2 milhão de doses serão destinadas à capital, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, seriam necessárias 7,5 milhões para fazer campanha nos municípios, segundo o Instituto Pasteur. A população canina do Estado é estimada em 7,5 milhões e a felina, em 2 milhões. O governo federal disse que vai entregar as 5,5 milhões de doses restantes, mas não confirmou a data. Com as doses existentes, o Instituto Pasteur deverá selecionar as cidades prioritárias.

?Olhos protegidos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no Brasil a principal causa de cegueira em um dos olhos são os traumas oculares. Em 90% dos casos, o uso de óculos de proteção poderia prevenir a perda da visão. O problema é que só 5% dos brasileiros protegem os olhos em atividades de risco ? esportes, lazer, transporte, uso de equipamentos cortantes, máquinas, produtos químicos e explosivos. É o que mostra os prontuários de 1.560 traumas oculares que foram atendidos em 2011 no Instituto Penido Burnier. De acordo com Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do hospital, 320 dos pacientes eram crianças e 234 (75%) feriram os olhos no período das férias.

?Nunca esfregue os olhos

Do total de pacientes, 35% tiveram os olhos atingidos por corpo estranho, 30% por contusões, 16% por queimadura química, 12% por perfuração causada por acidentes no trânsito e equipamentos cortantes e 7% por explosão de fogos e garrafas. Queiroz Neto alerta que esfregar os olhos é um grave erro cometido pela maioria das pessoas que são atingidas por corpos estranhos. Isso porque, explica, o atrito pode arranhar a córnea mesmo quando se trata de um grão de areia.

?Use as lágrimas

"A córnea ferida se transforma numa porta aberta para bactérias invadirem o olho e pode causar danos graves em apenas 24 horas", afirma. A dica para eliminar pequenos detritos do olho é piscar repetidamente numa tentativa de fazer com que a lágrima os elimine. Caso permaneçam no olho a recomendação é passar por consulta com um oftalmologista imediatamente. "Depois de 18 horas a abrasão corneana aumenta o risco de ocorrer infecção e úlcera na córnea", afirma.

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