Venho tornar público um fato ocorrido no último dia 21, com uma família de amigos. Por volta das 3h30 da manhã, surgiu um rapaz gritando em frente à residência dizendo que precisava entrar. O pai, então, foi até a janela e constatou que se tratava de um desconhecido e prontamente respondeu que era para o mesmo ir embora. Insistentemente, o rapaz continuou a gritar e saltou para dentro da garagem. Já dentro, ele ficou forçando a porta na intenção de entrar na casa. Nesta hora a polícia foi avisada do que estava acontecendo. Passados trinta minutos, o rapaz continuava na garagem, a família assustada faz uma nova tentativa de acionar a PM e ouve da atendente que é preciso ter calma. Agora, como é que se tem calma e mantêm a serenidade com um desconhecido tentando entrar na sua casa? Pois é, e esta resposta foi dada outras tantas vezes em que a polícia foi acionada nesta mesma madrugada. Após 1h e 20 minutos, três viaturas chegaram ao local, isto porque a base da PM da Falcão fica há seis quadras da residência. Mas, afinal, o que é esperar uma hora?
O pior veio depois, o policial, questionado sobre a demora, pede para o morador da residência reclamar direto com o prefeito, em tom de ironia. Até o rapaz, que neste momento já estava em poder da polícia, reclamou da demora - pasmem leitores. A sorte é que se tratava de um drogado, que estava alucinado de crack e desarmado. Pois é, não podemos responder à altura por se tratar de desacato à autoridade, e eu fico na dúvida, não podemos desrespeitá-los, porém eles podem responder desta forma a um senhor, pai de família, desesperado com a situação? Vejo inúmeras campanhas, inclusive com apoio da Polícia Militar, sobre Cidadania, Responsabilidade Social e mais uma vez vemos uma falta de respeito com o próximo. Acabo de me lembrar um velho e bom ditado popular: "Em casa de ferreiro, o espeto é de pau"!.
Lilian Mara de Carvalho Rodrigues