O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, tomou uma decisão histórica nesta quarta-feira ao adotar uma meta de inflação de 2 por cento.
A ação é uma vitória do presidente da instituição, Ben Bernanke. Com isso, o Fed passa a ter uma política alinhada com a de outros importantes bancos centrais no mundo.
Em seu primeiro comunicado "metas e estratégias de política de longo prazo", o Fed informou que não seria apropriado estabelecer uma meta fixa de geração de emprego porque o mercado de trabalho não é determinado por fatores monetários.
Segundo o banco central norte-americano, a meta de inflação de2 por cento é a mais consistente com o seu mandato. Além disso, informou que a meta ajudará a manter as expectativas de preço no longo prazo "firmemente ancoradas".
A meta de inflação está no topo do que tradicionalmente é visto como uma meta informal de aproximadamente 1,7 por cento a 2 por cento e encerra a cruzada de Bernanke para melhorar a comunicação do Fed, que por muitos anos realizou deliberações de forma propositadamente vazia e sigilosa.
A meta busca tornar o banco central mais eficiente em controlar o crescimento.
"Comunicar esta meta de inflação claramente para o público ajuda a manter a expectativa de inflação a longo-prazo firmemente ancorada, portanto, abriga a estabilidade de preço e taxas de juros moderados de longo-prazo e melhora a habilidade do comitê de promover máximo emprego à beira de significativos distúrbios econômicos", afirmou o Fed.