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Retirados três corpos de escombros de desabamento no RJ


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Ricardo Moraes/Reuters

Bombeiros trabalham no resgate às vítimas do desabamento

Por volta das 10h desta quinta-feira (26), o Corpo de Bombeiros resgatou corpos de três vítimas do desabamento. Seis pessoas ficaram feridas. Nesta manhã, três continuavam internadas no Hospital Souza Aguiar.


No começo da manhã, ainda antes da localização do primeiro corpo, o prefeito Eduardo Paes disse que as equipes buscavam 19 pessoas desaparecidas. Segundo o prefeito, o número, no entanto, poderia ser alterado, já que ainda não havia uma lista oficial.

 


Tragédia


Rio - Três prédios desabaram por volta das 20h30 de ontem no Rio de Janeiro. Eles ficavam na avenida Treze de Maio, ao lado do Theatro Municipal, na Cinelândia. Um deles, comercial, teria 18 andares. Pessoas que estavam próximas contaram aos bombeiros ter ouvido um estrondo antes de o prédio vir abaixo. No local havia uma agência bancária e uma padaria no térreo.

Até o fechamento desta edição, de acordo com a Defesa Civil estadual, apenas uma pessoa foi retirada dos escombros dos prédios. Segundo o órgão, era o zelador de um dos prédios, cujo nome não foi divulgado. Ele afirmou aos bombeiros que não havia ninguém no prédio no momento do acidente.

As primeiras informações davam conta de que o desmoronamento teria ocorrido por causa de uma explosão. As ruas em volta do edifício foram interditadas. A Defesa Civil foi acionada e bombeiros comandavam os serviços de socorro. A Polícia Militar também estava no local.

Testemunhas dizem que pessoas estavam dentro do prédio. Duas pessoas teriam morrido, mas não havia confirmação. A estimativa era que houvesse 11 pessoas no prédio na hora do acidente.

O edifício Liberdade fica ao lado do Teatro Municipal, que pode ter sido atingido pelo desmoronamento. Por volta das 21h, houve um princípio de pânico entre as pessoas que se aglomeravam ao redor do local. O prédio ao lado pareceu balançar. Em um dos andares mais altos, pessoas acenavam com celulares, pedindo socorro.

Moradores de prédios vizinhos contaram que sentiram os imóveis balançar, como se estivesse acontecendo um terremoto. "Senti meu colchão tremer. Abri a janela e não vi nada, só poeira. Fiquei desesperada, não sabia o que fazer", disse a auxiliar de enfermagem Diane Silva Souza, 35 anos, moradora de um apartamento na rua Senador Dantas.

 

Bombeiros resgatam vizinhos

Rio - Cerca de 30 pessoas que estavam no prédio ao lado de outros dois que desabaram na noite ontem no centro do Rio foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros. O imóvel também ameaçava cair e as pessoas pediram ajuda na cobertura, sinalizando com a luz de seus celulares.

"Eu estava na banca de jornal em frente ao prédio e, de repente, ele simplesmente caiu", disse o analista de sistemas Fernando Amaro, 29 anos, que trabalhava no quarto andar e tinha acabado de sair do prédio.

Pessoas que estavam em prédios vizinhos contam que sentiram os imóveis balançarem, como se estivesse acontecendo um terremoto. Carros que estavam estacionados no entorno ficaram cobertos de poeira e entulho.

A área foi isolada e provoca a interdição dos dois sentidos da avenida Almirante Barroso, entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. A rua Evaristo da Veiga também foi interditada ao tráfego, segundo a CET-Rio. Quatro estações do metrô no entorno do desabamento foram fechadas.

De acordo com a administração do Theatro Municipal, o prédio principal da instituição não foi atingido.

 

Porteiros teriam sentido cheiro de gás dias antes

Rio - Um dos prédios que desabaram na noite de ontem no centro do Rio passaria por uma vistoria da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG), segundo pessoas que trabalhavam no local. "Os porteiros comentaram comigo que havia um forte de cheiro de gás e que, por isso, o prédio seria vistoriado", disse Everton Generoso Ferreira, que trabalhava em um escritório de contabilidade no edifício Liberdade.

A CEG não foi encontrada para comentar se a vistoria seria realizada.

Por volta das 22h, Ferreira procurava o pai, que estaria no prédio no momento da explosão. Os dois trabalhavam juntos. "Eu fui embora, mas ele continuava lá."

De acordo com a Defesa Civil estadual, apenas uma pessoa foi retirada dos escombros dos prédios. Segundo o órgão, era o zelador de um dos prédios, cujo nome não foi divulgado. Ele afirmou aos bombeiros que não havia ninguém no prédio no momento do acidente.

Ricardo Santos, 50 anos, saía em uma lanchonete e acompanhou de perto o acidente. "Vimos pedras caindo, como se alguém tivesse quebrando uma parede. Quando as pessoas começaram a correr, voltei para a lanchonete e o prédio desabou", afirma.

 

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